A vice-presidente do PSD Maria Luís Albuquerque considerou esta terça-feira que é de “esperar que haja medidas adicionais algures ao longo deste ano" ao comentar as previsões da Comissão Europeia, de acordo com as quais o défice será de 2,7% do PIB.

"A Comissão Europeia vem juntar-se a um conjunto de entidades nacionais e internacionais que já tinham alertado para a mesma situação", continuou a ex-ministra das Finanças, no Parlamento, prevendo um "agravamento" do "ajustamento estrutural" em vez de uma "redução" do mesmo.

De acordo com a estimativa económica da primavera da CE, o défice orçamental de Portugal vai ser de 2,7% do Produto Interno Bruto (PIB) este ano, acima dos 2,2% previstos pelo Governo e de 2,3% em 2017, ambos cenários mais pessimistas do que o apresentado pelo executivo no Programa de Estabilidade, no qual reiterou o compromisso de reduzir o défice orçamental para 2,2% este ano e para 1,4% em 2017.

"Não há ninguém que tenha previsões parecidas com aquelas que são as do Governo português e que estão no Programa de Estabilidade para 2016, mas também com efeitos para os anos seguintes. Por isso nós dizemos que são irrealistas", sustentou a deputada social-democrata.

Para Maria Luís Albuquerque, ao observar "todos os indicadores económicos que vão estando disponíveis", e "um conjunto tão diverso de entidades, todas a apontar para previsões de crescimento inferiores àquelas que o Governo apresenta, estabelece-se um consenso", o de que "as previsões do Governo são irrealistas".