O secretário-geral do Partido Socialista, António Costa, perguntou aos partidos de direita qual é o seu plano B, acusando-os de terem errado num conjunto de indicadores económicos e de estarem esgotados.

“A direita errou no défice, a direita errou no investimento, a direita errou nas exportações, a direita errou no desequilíbrio da balança comercial, a direita errou e agora é altura de nós perguntarmos e qual é o plano B da direita, depois de ter falhado tão redondamente ao longo de todo o primeiro ano da sessão legislativa”, afirmou António Costa, nas Jornadas Parlamentares do PS, que decorrem em Ponta Delgada, Açores.

Para o líder socialista e também primeiro-ministro, “a verdade é que a direita não tem plano B, a direita só tinha como ânimo o azedume, como objetivo a vingança e como sonho o falhanço do país”, sustentando que “ninguém constrói esperança, ninguém tem futuro nesta base”.

E é por isso que, tendo apostado sistematicamente e só no nosso falhanço, os grandes falhados são a direita, porque a direita é que não acertou numa única das suas previsões e agora não tem nem medidas adicionais nem plano B para apresentar ao país, está esgotada, amarrada e ficou no passado que os portugueses derrotaram”, adiantou.

Antes, António Costa considerou que é o momento de começar a fazer “o balanço de quem cumpriu o plano A e de quem fracassou na ambição de ter um plano B”, destacando a informação divulgada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) na sexta-feira sobre o défice do primeiro trimestre.

“O que nos veio dizer o Instituto Nacional de Estatística é que tivemos o melhor défice desde 2008 e tivemos mesmo”, afirmou o responsável, referindo que se forem descontadas as medidas extraordinárias que existiram em 2008, o país registou “o melhor défice do primeiro trimestre desde 2002”, ao contrário "de todas as profecias que a direita ia fazendo, ao contrário de todos os planos B” que pedia ao Governo.

“O nosso plano A é o plano A, é só o plano A e não haverá plano B”, realçou António Costa.

No final do discurso, o secretário-geral do PS destacou a governação socialista nos Açores, classificando-a como um “modelo e exemplo” e dizendo-se “muito satisfeito” pelos resultados no défice.

“Estou muito contente por estarmos a conseguir cumprir o nosso objetivo sem planos B nem medidas adicionais, mas sei que ainda nos falta muito para alcançar os resultados do défice nos Açores, porque esses são mesmo muito difíceis de atingir, mas é essa a motivação que tenho”, acrescentou.

O défice das administrações públicas, em contas nacionais, foi de 3,2% do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre deste ano, divulgou na sexta-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE).

No primeiro trimestre do ano anterior, o défice foi de 5,5% do PIB (-2.344,6 milhões de euros).