O ministro da Defesa, Aguiar- Branco, sublinhou esta segunda-feira o empenho de Portugal nas operações de combate ao autoproclamado Estado Islâmico, no âmbito da coligação internacional, com o envio de 30 militares para darem treino às forças iraquianas.

Trata-se, justificou o governante, de uma "organização terrorista que constitui uma ameaça no sul da Europa".


O ministro José Pedro Aguiar-Branco disse que os militares portugueses estarão numa região juntamente com efetivos norte-americanos e espanhóis, numa missão que envolve meios de países da NATO (Organização do Tratado do Atlântico Norte, OTAN na sigla em inglês) e de fora daquela aliança, refere a Lusa.

O prazo previsto para a missão é de 12 meses, acrescentou.

O ministro falava aos jornalistas, em Penafiel, à margem do ciclo de conferências da Plataforma das Indústrias de Defesa Nacionais, em que participou.

Questionado sobre o papel de Portugal nas operações humanitárias no Mediterrâneo, Aguiar-Branco disse que o país tem atuado na "vigilância e controlo de fronteiras do Sul Europa".

Nesse âmbito, acrescentou, "Portugal tem colaborado também dando apoio de natureza humanitária com os navios de patrulha da marinha portuguesa".

A propósito, disse que aquele tipo de operações é "uma matéria complexa que exige uma lógica integrada de várias valências", porque, anotou, "são tratadas questões como a emigração, o narcotráfico, a pirataria, a busca e o salvamento, que exigem respostas integradas".