O Governo português condenou, este domingo, «de forma veemente», o assassínio do segundo refém japonês pelo autointitulado Estado Islâmico, divulgado no sábado, e reiterou o apoio de Portugal à coligação internacional que combate o grupo radical.

«O Governo português condena de forma veemente o assassinato do jornalista japonês Kenji Goto pelo grupo terrorista DAESH [acrónimo árabe para Estado Islâmico do Iraque e da Síria] e apresenta as suas condolências à família, ao povo e às autoridades do Japão», lê-se num comunicado divulgado ao início da noite pelo ministério dos Negócios Estrangeiros.

Este sábado, os jihadistas do Estado Islâmico difundiram um vídeo em que se vê um corpo decapitado, aparentemente o cadáver do jornalista japonês Kenji Goto, de 47 anos, sequestrado em outubro passado pelo grupo radical muçulmano, que controla o norte da Síria e do Iraque.

«Este novo assassinato cruel e cobarde, que se segue ao assassinato de outro refém japonês, Haruna Yukawa, vem reforçar a nossa convicção sobre a necessidade de erradicar o grupo terrorista DAESH e o nosso apoio aos esforços da coligação internacional», liderada pelos Estados Unidos, na luta contra o grupo extremista, refere a nota emitida pelo ministério de Rui Machete.

Portugal, acrescenta o MNE no comunicado, «saúda a continuação do compromisso do Japão com a luta contra o terrorismo e o reforço da ajuda humanitária que tanto tem contribuído para aliviar o sofrimento das populações no Iraque e na Síria».

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, reagiu com indignação à notícia da morte, por decapitação, de Kenji Goto, cerca de uma semana depois do assassinato do outro refém nipónico, Haruna Yukawa, e prometeu que o executivo não irá ceder perante um «terrorismo inadmissível».

O Governo japonês já disse entretanto que que é «muito provável» que o vídeo seja autêntico, «tendo em conta as análises realizadas pela equipa científica da Agência Nacional de Polícia» do Japão.

Os Estados Unidos, a União Europeia, as Nações Unidas, a França, o Reino Unido e a Coligação Nacional Síria (oposição ao regime do presidente Bashar Al-Assad) também já condenaram a execução de Kenji Goto.

Além dos dois japoneses, o Estado Islâmico reivindicou, desde agosto, ter executado cinco reféns ocidentais: três norte-americanos e dois britânicos.