"Os políticos têm de responder ao mandato eleitoral que recebem. [O que se pretende] é que substitua este governo para substituir as suas políticas. Não faz sentido se quero mudar de política [ter compromissos com o PSD]"

António Costa diz que está na corrida para "ganhar". Daí que o seu futuro no cargo de secretário-geral do PS é visto dessa forma e não perante a possibilidade de uma derrota e uma saída. 

"Fizemos trabalho de casa, programa com caminhos escritos, contas certas, ambicionamos ganhar eleições com maioria absoluta com estabilidade para o país, com diálogo e compromissos importantes", afirmou. 

Já o líder social-democrata, Pedro Passos Coelho, defendeu que, em primeiro lugar, deve ser respeitada a vontade dos portugueses. 

 

"Não faço nenhuma especulação sobre o dia a seguir às eleições. A responsabilidade de todos os políticos é respeitar a vontade do eleitorado e, em segundo lugar, não colocar interesses dos seus partidos à frente do país. A minha vontade era a de que os portugueses manifestassem resultado inequivocamente"

A penúltima pergunta do debate foi sobre as presidenciais, que já estão na agenda mediática, com várias candidaturas já anunciadas e outras na manga. 

Costa recusa que ter, nesta altura, dois candidatos socialistas a Belém (Sampaio da Nóvoa e Maria de Belém) não divide, mas "enriquece". 

Passos Coelho, por sua vez, diz que mantém o perfil que traçou há alguns meses sobre o próximo candidato presidencial do PSD. Os nomes de Rui Rio e Marcelo Rebelo de Sousa têm sido os mais falados, mas era ao ex-autarca do Porto que o líder do PSD se referia na altura. "Foi a moção que propus e que foi aprovada e é por ela que nos guiaremos", diz agora. 

 

Última pergunta: há algo de que se arrependam de ter feito?

"Não, estou de consciência tranquila com o que fiz, disse e o que faço, e em virar esta página. O que conta mesmo é a angústia com que as pessoas que estão lá fora... Quero devolver ânimo e confiança", disse por sua vez António Costa. 

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