O líder do CDS-PP, Paulo Portas, felicitou esta sexta-feira David Cameron pela "expressiva vitória" dos conservadores nas legislativas no Reino Unido, sublinhando que o resultado revela que "os britânicos não quiseram voltar ao despesismo socialista".

"O resultado dos conservadores, apesar das sondagens sombrias, foi bastante impressivo e revela o melhor do espirito inglês. Na verdade, o eleitorado reconheceu que David Cameron teve de tomar medidas difíceis para pôr as finanças em ordem e trouxe o Reino Unido a um crescimento económico assente na iniciativa privada e na moderação fiscal", refere Paulo Portas numa mensagem enviada esta manhã ao primeiro-ministro conservador britânico.


Sublinhando a "sólida relação de amizade" existente há 40 anos entre o CDS-PP e os ‘tories’, Paulo Portas frisa que a vitória alcançada nas eleições de quinta-feira revela que "os britânicos não quiseram voltar ao despesismo socialista e deram por isso um novo mandato aos conservadores para garantir a recuperação económica".

Na mensagem o líder do CDS-PP acrescenta que, apesar das diferenças na visão de política europeia, há uma "histórica proximidade" entre o programa dos conservadores ingleses e o programa dos democratas-cristãos portugueses, nomeadamente em termos da defesa de um sector privado forte, aposta nas exportações, flexibilidade laboral, atração de investimento, "finanças sãs e impostos moderados, atenção solidária à questão social e proteção dos serviços de saúde com qualidade e boa gestão".

"O Reino Unido é um dos principais clientes de Portugal tanto nas exportações de bens como no turismo e por isso a continuação de uma política de crescimento económico é positiva para Portugal", refere ainda Paulo Portas, desejando um "bom mandato a David Cameron".


O CDS-PP e os conservadores britânicos são membros da Internacional Democrática.

Fontes oficiais adiantaram que, pouco antes das 09:00, os ‘tories’ tinham conquistado 313 de 650 assentos da Câmara dos Comuns, numa altura em que faltavam contar os votos de menos de 30 circunscrições.

Os ‘tories’, que nos últimos cinco anos governaram coligados com os liberais-democratas, aproximam-se da maioria absoluta - 326 lugares - e podem obter até 329 assentos na Câmara dos Comuns do Parlamento de Westminster, segundo uma projeção da BBC.