O presidente da Distrital do Porto do CDS defendeu esta terça-feira existirem «várias pessoas» daquele partido com capacidade para presidir à Assembleia Municipal (AM) do Porto e recusou existirem divergências com Daniel Bessa, o independente que renunciou ao cargo.

«O CDS tem várias pessoas, nos membros eleitos na AM, que são sete, que podem exercer essa função com todo o à-vontade. Tem várias pessoas nessas condições», disse à Lusa Álvaro Castello-Branco, reagindo à renúncia apresentada na segunda-feira pelo presidente da AM do Porto, Daniel Bessa, com base em motivos pessoais.

Questionado sobre divergências, referidas pela CDU, entre Daniel Bessa e elementos do CDS, o presidente da distrital começou por dizer: «Desconheço, até porque na mesa não está só uma pessoa do CDS, está também uma pessoa do PS», cita a Lusa.

Mais à frente, Castello-Branco disse poder «garantir que entre o CDS e Daniel Bessa não havia qualquer divergência».

«Posso garantir até enquanto presidente distrital. Apoiámos Daniel Bessa como candidato à AM e na sua eleição para presidente. Não tenho nenhuma divergência com Daniel Bessa. Nunca tivemos», afirmou.

Quanto ao sucessor de Daniel Bessa, que terá de ser escolhido numa nova eleição da mesa da AM, Castello-Branco assegura que aquele órgão «tem várias pessoas que podem desempenhar essas funções, nomeadamente na lista que apoiava Rui Moreira».

«O grupo municipal que apoiou Rui Moreira vai ter de se sentar, falar sobre isso, falar com o PS e chegarão seguramente a uma conclusão. Mas acho que há várias pessoas que podem desempenhar essa função», observou.