O PSD entende que hoje há mais confiança nas famílias através do aumento da receita fiscal em fevereiro e justificou o aumento do défice das administrações públicas com os pagamentos antecipados de juros e Parcerias Público-Privadas (PPP).

«Os números estão em linha com o que estava definido no Orçamento do Estado. Verifica-se uma deterioração do saldo que resulta, essencialmente, da componente de investimento, seja através do pagamento antecipado de juros, seja dos compromissos com as PPP. Houve uma antecipação do pagamento de Obrigações do Tesouro, que no ano passado foi em abril e este ano foi em fevereiro, além das obrigações para com o Fundo Monetário Internacional (FMI)», disse o deputado social-democrata Cristovão Crespo.

Segundo o parlamentar «laranja», no passado mês, «assistiu-se a uma recuperação em termos de receita fiscal face ao sucedido em janeiro», a qual assenta em «impostos indiretos, ou seja, resultantes do consumo e ligados à melhoria geral da economia e ao aumento da confiança das famílias».

Cristovão Crespo destacou ainda o «forte excedente primário, cifrado, excluindo os juros, em 930 milhões de euros».

O Estado arrecadou 6.365 milhões de euros até fevereiro deste ano, mais 132 milhões do que no período homólogo, segundo a estimativa mensal da Direção-Geral do Orçamento (DGO) - um aumento de receita fiscal líquida de 2,1% em termos homólogos.

Já o saldo das administrações públicas registou um défice de 239,8 milhões de euros, de acordo com a síntese de execução orçamental de fevereiro. No entanto, considerando o universo comparável, ou seja, excluindo as Entidades Públicas Reclassificadas (EPR), o défice até fevereiro foi superior, fixando-se em 376,7 milhões de euros, mais 349,8 milhões do que o saldo negativo verificado no mesmo período de 2014 (-26,9 milhões de euros).