A presidente do CDS/PP, Assunção Cristas, considerou esta segunda-feira que o seu partido “com certeza” não será um apoio do Governo na aprovação do Orçamento de Estado para 2019, porque “desde a primeira hora” se assume como uma alternativa.

Em declarações aos jornalistas no final de uma visita à empresa HUF Portuguesa, em Tondela, Assunção Cristas disse que Portugal tem “o governo das esquerdas unidas, das esquerdas encostadas, que se apoia, que às vezes pode ter vozes críticas, mas que nos momentos chave do orçamento e do Programa de Estabilidade estão sempre lá para apoiar”.

Eu creio que isso é o caminho natural. Se não for esse o caminho, com certeza que o CDS não será nenhum apoio, porque desde a primeira hora que marca com clareza que é uma alternativa”, frisou.

A líder do CDS/PP comentava aos jornalistas a entrevista do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, à Rádio Renascença e ao jornal Público, na qual este avisou que pode antecipar as eleições legislativas se o Orçamento do Estado para 2019 for chumbado.

O chefe de Estado dramatizou a importância da aprovação do próximo Orçamento, e advertiu: "É tão fundamental para mim, que uma não aprovação do Orçamento me levaria a pensar duas vezes relativamente àquilo que considero essencial para o país, que é que a legislatura seja cumprida até ao fim".

Assunção Cristas disse que o que pode garantir é que o CDS será “sempre uma oposição firme, alternativa e construtiva”.

Como fizemos no Programa de Estabilidade, teremos sempre a nossa visão alternativa”, mostrando aos portugueses “que é possível ter outras opções”, como “uma redução do IRC, um verdadeiro estatuto do benefício fiscal para o interior, por exemplo, ou temas tão importantes como as alterações climáticas, que podem ajudar a ter mais fundos comunitários”, acrescentou.

A líder do CDS disse que, em todos os orçamentos de Estado e em todos os programas de estabilidade, o seu partido tem vincado que é “uma alternativa ao governo das esquerdas unidas ou das esquerdas encostadas”.

E eu antevejo que, no próximo Orçamento de Estado, possa ser exatamente assim. Do lado do CDS todos contam, e nós não deixaremos de ir ao encontro dessa expectativa, com o marcar de uma alternativa ao governo das esquerdas, sempre pela positiva e sempre com uma atitude construtiva”, frisou.

Questionada sobre a possibilidade de antecipar as eleições legislativas se o Orçamento do Estado para 2019 for chumbado, considerou ser “natural que (a legislatura) dure até ao final”.

“Não creio que se anteveja algo de muito diferente, mas com certeza que a nossa visão é sempre de alternativa e, portanto, o que nos procuraremos também no próximo Orçamento de Estado é vincar o que seria um Orçamento de Estado do CDS”, acrescentou.