O vice-presidente do CDS-PP, Nuno Melo, considerou hoje que a decisão de manter o atual governo em funções foi a «mais acertada», garantindo que a «atual maioria é coesa» e tem condições de governabilidade.

«A decisão do Presidente da República foi a mais acertada. A convocação de eleições antecipadas seria um grave dano e implicaria um segundo resgate. Portugal tem uma maioria coesa com um Governo estável que tem condições de governabilidade», disse Nuno Melo.

O vice-presidente do CDS-PP afirmou que se abre agora «um novo ciclo» que é «retirar Portugal do protecionismo que herdamos» e destacou o facto de Cavaco Silva ter solicitado aos partidos da coligação «abertura ao diálogo».

«O CDS assegura que tem espírito de diálogo para com os restantes partidos e para com a concertação social», acrescentou Nuno Melo.

O Presidente da República disse hoje que, não tendo sido possível um compromisso de salvação nacional, a melhor alternativa é a continuação em funções do Governo «com garantias reforçadas de coesão e solidez da coligação partidária até ao final da legislatura».

"Não tendo sido possível alcançar um Compromisso de Salvação Nacional, considero que a melhor solução alternativa é a continuação em funções do atual Governo, com garantias reforçadas de coesão e solidez da coligação partidária até ao final da legislatura", disse Cavaco Silva.

O Presidente da República, Cavaco Silva, defendeu, ainda, ser "essencial que os dois partidos que integram a coligação [PSD e CDS-PP] estejam sintonizados de forma duradoura e inequívoca".