O PCP considera que o Governo deve tomar medidas para dar “o devido acolhimento a refugiados e imigrantes”, mostrando solidariedade para com os povos vítimas de agressões. A posição dos comunistas foi defendida esta terça-feira em comunicado.

O partido adianta que vai apresentar nos próximos dias, no Parlamento Europeu, um conjunto de propostas que pretendem "alterar radicalmente a chamada ‘resposta’ da União Europeia aos movimentos de refugiados”.

Para o PCP, os imigrantes oriundos de África e do Médio Oriente deviam ter “direito à vida e à dignidade” já que se trata de um “princípio basilar consagrado na Carta das Nações Unidas”.

“Estes movimentos migratórios e de imigrantes são autênticas fugas à pobreza, à guerra e à morte”, acrescenta o partido no mesmo comunicado.


Os comunistas decidiram expressar “a sua solidariedade aos povos vítimas da ingerência e agressão externa - designadamente ao povo da Síria que está hoje a constituir o maior contingente de refugiados”.

As políticas dos Estados Unidos da América (EUA), da NATO (Organização do Tratado do Atlântico Norte, OTAN na sigla em inglês) e da União Europeia, especialmente as intervenções “militares no Médio Oriente e no continente africano” são para o PCP, as principais causas para este “drama humanitário”.

Outras razões apontadas pelo partido para a nova vaga migratória que invade a Europa prendem-se com "processos de desestabilização em vários pontos do globo e as guerras de agressão imperialistas, a política de domínio económico e de saque dos recursos naturais”.

Segundo dados divulgados hoje pela Organização Internacional para as Migrações mais de 350.000 migrantes atravessaram o Mediterrâneo desde janeiro e mais de 2.600 morreram no mar quando tentavam chegar à Europa.

Na semana passada, o Governo português confirmou o acolhimento de cerca de 1.500 refugiados, sendo que esse número ainda poderá vir a aumentar.