Notícia atualizada às 12:35

O BE atribuiu, esta quinta-feira, a «pequena melhoria dos dados económicos» a um «pequeno aumento do consumo» provocado pelas decisões do Tribunal Constitucional, argumentando que sempre que os planos de austeridade do Governo falham, a economia melhora.

O Bloco sublinhou, contudo, que, face ao mesmo período no ano passado, «a economia portuguesa continua a destruir riqueza», registando-se, em termos anuais, a destruição de 1% de riqueza.

«Se compararmos o terceiro trimestre em relação ao segundo, há uma pequena melhoria dos dados económicos, que vem do consumo, a procura interna reduziu-se menos do que o esperado. Não podemos deixar de concluir que este pequeno aumento do consumo é coincidente com a altura em que o Tribunal Constitucional trava os cortes previstos pelo Governo», afirmou a deputada Mariana Mortágua.

A deputada do Bloco de Esquerda falava aos jornalistas no Parlamento.

«A única conclusão que podemos tirar é que de cada vez que o Governo falha nos seus planos de austeridade, a economia melhora», frisou.

Mariana Mortágua desafiou o Governo a «tirar conclusões e fazer uma análise séria destes dados».

PCP pede «nova política» e «novo Governo»

O PCP também já reagiu aos dados do INE e disse que os números atestam a necessidade de haver uma «nova política» e um «novo Governo» que coloque em destaque o crescimento económico.

«Em relação ao terceiro trimestre de 2012 o PIB caiu 1% e em termos anuais a queda do PIB registada foi de 2,8%, ou seja, com estas políticas de austeridade o país entrou num ciclo vicioso de recessão, austeridade e empobrecimento dos portugueses», comentou no parlamento o deputado comunista Paulo Sá.

O comunista Paulo Sá lembrou aos jornalistas que «em termos anuais» Portugal permanece em recessão e o Orçamento do Estado para 2014 aponta para a manutenção desta tendência.

PS alerta: crescimento «débil» em causa com OE2014

O PS saudou hoje o crescimento de 0,2% do PIB, sublinhando que esse «muito débil crescimento» se deve a uma «melhoria ligeira da procura interna» que pode ser colocada em causa pela «atuação do Governo» no Orçamento.

«Estamos muito longe do milagre económico que o Governo tem anunciado, aliás, estamos muito longe. Tivemos, segundo os dados do INE, um crescimento de 0,2% e isso é positivo e o Partido Socialista quer saudar esse crescimento, mas temos que olhar com atenção para estes números, porque, face ao período homólogo, continuamos a cair 1%», afirmou o deputado socialista Rui Paulo Figueiredo.

Para o PS, «o Governo tem embarcado num folclore de deitar foguetes antes da festa», quando os dados mostram que este «muito débil crescimento radica na melhoria ligeira da procura interna», que pode sofrer um retrocesso.