O presidente do CDS-PP e vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, defendeu, esta quinta-feira, que o voto contra dos centristas à Constituição de 1976 «salvou o pluralismo» e permitiu a «organização da alternância política».

«O voto contra a Constituição de 1976 - chamo a atenção que não é a mesma de agora - salvou o pluralismo do regime político», defendeu Paulo Portas, sublinhando que, «dois anos depois, o CDS ascenderia pela primeira vez ao Governo e, três anos depois, era feita a primeira Aliança Democrática em que se demonstrou que o país podia ter a alternância, podia ser governado pelo centro direita e podia ser governado pelo centro esquerda».

Falando num almoço que reuniu os antigos líderes parlamentares centristas, Portas considerou que, «sem esse voto original do CDS contra aquela Constituição teria sido muito difícil garantir a organização da alternância política do país».

O líder centrista reiterou ainda a ideia de que o CDS tem sido chamado a governar com «a casa a arder», mas não abdica da «aspiração» de, com «mais força» estar no poder «em tempos normais» para poder mostrar que daria «conta do recado», proporcionando, «uma economia mais próspera e uma sociedade mais justa».