"Nós não nos podemos comprometer nem aceitamos esse compromisso que queremos cortar ou queremos aumentar impostos ou queremos alterar isto ou aquilo, porque isso seria partir para uma negociação da nossa parte com o jogo marcado", afirmou o vice-presidente do PSD, Marco António Costa, durante um almoço promovido pelo Internacional Club of Portugal e que se realizou num hotel de Lisboa.




"A questão é tremendamente simples: é saber o que cada um quer e como é que se pode resolver e isso deve ser feito sentado à mesa com os três partidos e com a concertação social no centro desta discussão", resumiu.


"Isso foi chumbado [pelo Tribunal Constitucional] com o argumento que era precisa uma solução que repartisse melhor o esforço entre privados e públicos", recordou.


"Deixou uma janela de solução que é tão ampla e tão indefinida que o nosso entendimento é que só um consenso estabelecido entre os três maiores partidos poderá garantir a estabilidade da solução para o futuro e que por outro lado que o Tribunal Constitucional não venha a mudar de opinião no futuro relativamente à solução que vier a ser encontrada", sublinhou.




"Uns têm uma cultura de compromisso quando está em causa o interesse nacional e os outros só têm uma cultura de compromisso eleitoral com os seus próprios interesses", criticou.


"Sou favorável a que os dois maiores partidos e também o CDS tenham a capacidade de se entenderem sobre matérias que são centrais. O facto de não quererem governar juntos não quer dizer que não queiram de forma conjunta resolver os problemas estruturais do país", frisou.