O vice-presidente do CDS Pedro Mota Soares respondeu sábado às críticas da oposição aos cortes nas reformas lembrando que foi já este Governo que repôs as pensões aos mais desfavorecidos que foram congeladas pelo executivo PS.

«É importante lembrarmos, num tempo em que tanto se fala de pensões em Portugal, que foi este Governo que tomou uma opção estratégica diferente do passado», disse, em Mondeim de Basto.

O também ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social referiu que, em 2011, o Governo então liderado por José Sócrates decidiu «congelar todas as pensões, incluindo as pensões de reforma dos mais fracos, que eram as pensões mínimas, as pensões sociais e as pensões dos rurais».

«Mais de um milhão de portugueses que tinham trabalhado toda uma vida, que recebiam 246 euros de pensão, mas que entendeu o anterior Governo que também deviam ser chamados para um esforço e para o sacrifício a que todos estamos sujeitos», salientou.

«Deixo só aqui esta lembrança porque eu ouvi muitas pessoas falar das pensões em Portugal. Gostava de lembrar que essas pessoas apoiaram o Governo que teve exatamente essa responsabilidade, que foi a de congelar de forma igual todas as pensões, não tratando por diferente aquilo que verdadeiramente é diferente», frisou.

Pedro Mota Soares fez questão de lembrar que o seu Governo, «mesmo já debaixo de um resgate e um jugo financeiro por parte dos credores«, resolveu aumentar essas pensões «acima do valor da inflação, num valor de 140 euros anuais».

«Porque isso se chama verdadeiramente uma opção preferencial pelos mais fracos e pelos mais pobres», salientou.

Os partidos da oposição, nomeadamente o PS pela voz do líder António José Seguro, têm lançado duras críticas ao Governo nos últimos dias pelo corte nas reformas aprovado esta semana no conselho de ministros.

Pedro Mota Soares e Jorge Moreira da Silva juntaram-se no sábado à noite para dar força à coligação em Mondim de Basto, que é liderada por um independente pelo CDS, Lúcio Machado.

Moreira da Silva, também ministro do Ambiente, realçou a importância das eleições autárquicas, considerando que «são uma oportunidade para o crescimento e para o emprego».

«Temos que fazer destas eleições uma oportunidade para aprofundar a democracia, promover a coesão social e territorial e para promover a igualdade de oportunidade e qualificar os nossos recursos humanos e valorizar o nosso território», frisou.

E, na sua opinião, a estes autarcas «pós-troika caberá o papel de construir um modelo de desenvolvimento que vai para lá do memorando de entendimento», num registo da Lusa.