O líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, disse esta quarta-feira que o partido mantém o acordo feito com o PS sobre o futuro presidente do Conselho Económico Social (CES), mesmo após ter sido chumbado no Parlamento o nome de Correia de Campos.

"O resultado ficou muito aquém daquilo que era a nossa expetativa, mas quero de forma muito serena e solene afirmar que da parte do PSD mantemos o compromisso de propor e eleger conjuntamente com o PS o presidente do CES", com o nome a ser indicado pelos socialistas, declarou Luís Montenegro.

O chefe da bancada parlamentar do PSD falava aos jornalistas depois de o antigo ministro socialista Correia de Campos ter falhado esta quarta-feira a eleição para o cargo de presidente do CES, obtendo dos 221 deputados presentes apenas 105 votos favoráveis, quando precisava de dois terços de aprovações.

"O voto foi secreto. Não podemos identificar como votou cada deputado. (…) No PSD vamos redobrar o nosso esforço para simbolizar os deputados quando houver um novo processo eleitoral, uma nova candidatura", reforçou Luís Montenegro.

Terá de haver nesta fase um "novo processo eleitoral", a decorrer depois das férias de verão, sendo "absolutamente prematuro" falar já desse momento, vincou o parlamentar social-democrata.

De todo o modo, Montenegro reconhece que terá de ser construída no parlamento "uma candidatura suficientemente apoiada" para se chegar a um nome para o CES, seja o mesmo - Correia de Campos - ou um novo a indicar no futuro.

Após meses de impasse, na sexta-feira passada o PSD e PS chegaram a um acordo para que o socialista Correia de Campos sucedesse a Luís Filipe Pereira (também antigo ministro da Saúde, mas dos executivos de Durão Barroso, PSD/CDS) no cargo de presidente do CES.

Como contrapartida, o PS comprometeu-se a aceitar uma proposta do PSD quando se colocar a questão da substituição do provedor de Justiça em 2017, e o PSD declarou hoje que quer manter esse acordo mesmo com o chumbo a Correia de Campos.