O ministro da Defesa Nacional afirmou, este domingo, que «o Governo fala sempre verdade». José Pedro Aguiar-Branco respondia aos jornalistas que o confrontaram com as contradições entre a secretária de Estado do Tesouro e das Finanças e o ex-ministro das Finanças sobre os contratos «swap».

O ex-ministro das Finanças Fernando Teixeira dos Santos garantiu, no sábado, ter informado o sucessor, Vítor Gaspar, de «toda a informação necessária» sobre os contratos «swap» que envolvem empresas públicas, em reunião a 18 de junho de 2011.

«Este governo herdou muitas situações complicadas vindas do anterior Governo e os contratos swap foi uma delas», salientou este domingo Aguiar-Branco, à margem de uma cerimónia militar que serviu para assinalar, em Leiria, o 61º aniversário da Força Aérea Portuguesa.

«A resolução tem sido muito complicada e obriga a grande esforço de negociação é isso que o Governo tem feito com êxito. O que importa é que nós hoje estamos a resolver problemas do passado e os contratos swap são um problema do passado», acrescentou o governante, citado pela Lusa.

Na audição no dia 18 de junho, na comissão parlamentar de Inquérito à Celebração de Contratos de Gestão de Risco Financeiro por Empresas do Setor Público, a secretária de Estado do Tesouro, Maria Luís Albuquerque, reiterou, tal como já tinha afirmado em abril, que o anterior Executivo não mencionou o problema dos «swap» quando passou a pasta.

Este domingo, o Governo admitiu à Lusa que a questão dos contratos swap «foi abordada na reunião de transição» entre o ex-ministro Teixeira dos Santos e o atual ministro das Finanças, mas alegou que a informação disponibilizada foi insuficiente.

Na cerimónia de aniversário da Força Aérea, José Pedro Aguiar-Branco estranhou a origem das notícias que reportam reticências da troika quanto à capacidade do Governo cumprir o corte de quatro mil milhões de euros nas funções do Estado.

«Não sei de onde vêm essas indicações das dúvidas da troika. O que eu sei é que o Governo tem sido exemplar no cumprimento de tudo o que tem sido necessário fazer para que todos os exames tenham tido êxito», sustentou.

Troika duvida do plano de cortes na despesa do Estado