​Os três maiores partidos com assento parlamentar terão, esta sexta-feira à noite, uma agenda cheia com foco nas legislativas do próximo outono. Os conselhos nacionais do PSD e do CDS-PP vão reunir-se para aprovar as linhas gerais do programa eleitoral da coligação "Portugal à Frente" e o PS vai reunir a comissão política para arrancar com o processo de escolha de deputados.

Da parte da coligação, estarão estarão em debate os princípios contidos nas "linhas de orientação para a elaboração do programa eleitoral" da coligação PSD/CDS-PP e a "carta de garantias", possivelmente mais desenvolvidos.

Na agenda da reunião do Conselho Nacional do CDS-PP estarão também o "processo de construção da coligação" e um pedido de mandato para "a conclusão das negociações" com o PSD, bem como a "aprovação da denominação, siglas e símbolos" da coligação para as legislativas, nota a Lusa.

As   linhas orientadoras que servirão de base ao programa eleitoral foram dadas a conhecer no dia 3 de junho. 

Continua por divulgar a data de apresentação pública da versão final do programa eleitoral da coligação PSD/CDS-PP - que, há cerca de um mês, tinha sido remetida por Pedro Passos Coelho para "o final de junho".

Passos Coelho e Paulo Portas anunciaram a renovação da coligação que suporta do Governo no dia 25 de abril. Os dois líderes   aparecerão juntos, a meio de agosto, para a rentrée política. Os seus partidos, PSD e CDS-PP estão em sintonia para preparar o quadro de pré-campanha eleitoral, que arrancará no Algarve.  


PS já apresentou programa e escolhe agora listas


Já o principal partido da oposição divulgou o seu   programa eleitoral final na mesma noite em que PSD e CDS-PP deram a conhecer as suas bases programáticas. Os   socialistas vão escolher as listas de candidatos a deputados para as próximas legislativas a 21 de julho.   

Antes, e precisamente hoje, a Comissão Política vai reunir-se para iniciar o processo de escolha de candidatos a deputados. 

A reunião está marcada para as 21:30 na sede nacional do PS, Largo do Rato, em Lisboa. O Secretariado Nacional (o órgão de direção restrita) apresentará então aos membros da Comissão Política (o órgão de direção alargada deste partido) os critérios base que deverão presidir à escolha dos candidatos a deputados.


                                 António Costa, secretário-geral do PS [Lusa]

Segundo vários dirigentes socialistas contactados pela agência Lusa, está já assente pela direção que deverá haver uma aproximação à paridade de género na escolha dos cabeças de lista socialistas e um esforço de renovação global - critérios que deverão ser seguidos quer pelas federações, quer na quota de um terço de candidatos que cabe ao secretário-geral.

Definidos os critérios, as comissões políticas das federações reúnem-se depois, entre 13 e 18 deste mês, para escolherem dois terços dos candidatos pelos respetivos círculos eleitorais. O último passo deste processo culmina então no dia 21.

Entre os outros partidos com assento partalmentar, o PCP divulgou já os   eixos essenciais do seu programa. O BE, por sua vez, apresentou o seu manifesto eleitoral, querendo acabar com a austeridade através de duas ferramentas essenciais: a   reestruturação da dívida e uma “revolução fiscal”.