O Partido Comunista Português (PCP) criticou esta sexta-feira o «silêncio de chumbo» dos líderes da União Europeia (UE) reunidos em Bruxelas sobre «gravíssimos flagelos sociais», entre os quais o desemprego, que afeta «30 milhões» de pessoas.

Em comunicado, a propósito do fim do último Conselho Europeu deste ano, os comunistas portugueses consideram que as conclusões do encontro de líderes da UE «apontam, cega e obstinadamente, num único caminho, o da continuação de uma política de cortes de direitos sociais», de «baixa de salários», de «desregulação laboral» e de «privatização de empresas e serviços públicos».

Assinalando «os 125 milhões de pessoas atiradas para uma situação de pobreza ou em risco de pobreza» na UE, o PCP critica os líderes europeus por darem «falsas perspetivas de recuperação económica».

Em concreto, os comunistas rejeitam a união bancária, que «mais não é do que um enquadramento institucional que promove uma ainda maior concentração e centralização do setor bancário e financeiro».

O PCP vê ainda com «particular gravidade» o «aumento dos gastos militares» na UE. Antes do início formal da cimeira europeia, os chefes de estado e de governo estiveram reunidos com o secretário-geral da NATO, Anders Fogh Rasmussen, para abordar as relações entre a União Europeia e a Aliança Atlântica.

O último Conselho Europeu de 2013, dominado por discussões sobre a Política Comum de Segurança e Defesa e os recentes avanços na união bancária, terminou hoje, em Bruxelas.

Este foi também o último Conselho Europeu sob a presidência lituana da União Europeia, cabendo à Grécia assumir a liderança rotativa no primeiro semestre de 2014.