O PSD apelou esta quinta-feira aos partidos da oposição, sobretudo ao PS, para um consenso em torno da reforma do Estado, considerando ser a «única forma de levar a cabo e com sucesso este desígnio nacional».

«A reforma do Estado é um processo contínuo e permanente que se vai concretizando num horizonte de tempo alargado, introduzindo as melhorias e as práticas que melhor servem os cidadãos. Por isso, não é de mais apelar novamente aos consensos entre forças políticas e aos parceiros institucionais, única forma de levar a cabo e com sucesso este desígnio nacional, que ultrapassa o tempo de um mero círculo eleitoral», afirmou o vice-presidente do PSD José Matos Correia.

Em conferência de imprensa realizada na sede do PSD, José Matos Correia sublinhou que a «linha de reformas estruturais iniciada por este Governo não pode ser interrompida», destacando o documento final sobre a reforma do Estado aprovado esta quinta-feira em Conselho de Ministros.

«A oposição, sobretudo o PS, partido habitualmente designado como do arco da governação e que tem responsabilidades especiais na história da nossa democracia, agora que se inicia um novo tempo da nossa vida coletiva, tem uma vez mais a oportunidade de demostrar que é capaz de colocar os interesses de Portugal e dos portugueses acima das disputas partidárias e das querelas inúteis que objetivamente só prejudicam o país», disse o vice-presidente do PSD.

José Matos Correia adiantou que «o PS tem agora o dever histórico de agir na oposição com o rigor e uma boa-fé que até agora nunca foi capaz de demonstrar».

O vice-presidente social-democrata destacou também o Conselho de Ministros hoje realizado, considerando que o Governo demonstrou um «profundo sentimento de Estado» ao prestar contas antes do dia de encerramento do programa de assistência económica e financeira, a 17 de maio, «evitando, assim, qualquer tipo de acusação de aproveitamento político da saída do programa».

«Graças ao esforço dos portugueses fomos capaz de cumprir o programa de assistência económico-financeiro e devolver rigor às contas públicas e dar início a reformas estruturais em múltiplas áreas», disse.

José Matos Correia acrescentou que, três anos após o programa de assistência, «os portugueses vão agora começar sentir a progressão progressiva dos salários e das suas pensões, melhorando os níveis de rendimento».

No entanto, sustentou que «ainda há muito a fazer» e «prudência e ponderação vão continuar a ser a palavra-chave para o futuro dos portugueses».

O vice-presidente do PSD apelou ainda ao PS para que realize uma campanha eleitoral para as eleições europeias, que se realiza a 25 de maio, «limpa sem azedumes e sem mentiras».