Notícia atualizada

O Governo PSD/CDS-PP aprovou esta quinta-feira o texto da moção de confiança que vai apresentar na Assembleia da República, refere o comunicado do Conselho de Ministros.

Esta moção de confiança vai ser entregue pelo Governo hoje «ao início da tarde» na Assembleia da República, adiantou o ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares, Luís Marques Guedes, em conferência de imprensa, no final do Conselho de Ministros.

O comunicado do Conselho de Ministros nada indica quanto ao teor da moção de confiança e Luís Marques Guedes escusou-se a falar do seu conteúdo nesta conferência de imprensa, defendendo que ele deve ser conhecido "em primeira mão" pelo parlamento.

O ministro da Presidência afirmou hoje que o Governo decidiu apresentar uma moção de confiança para assinalar o início de um novo ciclo virado para o crescimento e emprego e comprometer-se com a estabilidade e o diálogo.

Em conferência de imprensa, no final da reunião do Conselho de Ministros, o ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares foi questionado sobre o que levou o Governo a apresentar uma moção de confiança no parlamento, dias depois de a maioria PSD/CDS-PP ter rejeitado uma moção de censura do partido Os Verdes, que contou com os votos favoráveis do PS, PCP e BE.

Marques Guedes respondeu que essa moção de censura «foi um ato político por parte da oposição», que «nada teve que ver com o Governo».

O ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares acrescentou que o executivo - recém-remodelado, na sequência de uma crise e de um posterior acordo entre PSD e CDS-PP - quer assinalar «a abertura de um novo ciclo, na segunda parte da legislatura», durante o qual a sua política «estará muito mais virada para o emprego e o crescimento económico».

Segundo Marques Guedes, «o outro aspeto determinante é o compromisso claro com a estabilidade governativa e com a coesão necessária, com abertura manifesta ao diálogo, quer com os partidos políticos, quer com os parceiros sociais, que este Governo pretende que seja a marca da segunda parte desta legislatura».

«A moção de confiança serve exatamente para reafirmar estes dois pontos: a abertura de um novo ciclo e a aposta decisiva e determina na estabilidade governativa, na coesão, com diálogo com os parceiros sociais e com os partidos políticos da oposição também que estejam disponíveis para aquilo que há a fazer no nosso país», reforçou.

O ministro da Presidência apontou como objetivos essenciais de Portugal a conclusão do programa de resgate e «a continuação da exigência e do rigor, que permitam um crescimento sustentado» no período seguinte, refere a Lusa.