António Costa pediu «frieza» e «sentido de responsabilidade» aos socialistas e à comunicação social, durante o XX Congresso, que se realiza este sábado e domingo em Lisboa.

«Temos de separar muito bem os sentimentos da ação política e separar a política da Justiça», resumiu, à entrada.

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Questionado várias vezes sobre o impacto da detenção de José Sócrates, Costa apenas respondeu: «Só vos oiço a vocês [jornalistas] a falar sobre esse assunto».

«Não nos ouvirão a comentar decisões, boas ou más, da Justiça», insistiu.

Segundo o secretário-geral do PS, o congresso vai servir para «construir uma alternativa a este Governo». «Aqui estamos para falar de Portugal», concluiu.

Ao longo da manhã, o tema Sócrates foi evitado pelas figuras de maior destaque no partido. Maria de Belém, presidente cessante do partido, disse que «o PS não está focado na prisão de Sócrates» e escusou-se a comentar as declarações de Mário Soares, que disse que todo o PS acredita na inocência de José Sócrates.

Almeida Santos, antigo presidente do PS, acha que José Sócrates «já está condenado de véspera». «No meu entender esta prisão não tem a menor justificação».

Alberto Martins, ex-líder parlamentar do PS, disse aos jornalistas não temer que este congresso fique marcado pelos acontecimentos dos últimos dias, nomeadamente a detenção de José Sócrates. Certo de que este é «um momento importante para o PS», considera também que este é «um momento complexo».