A lista para o Secretariado Nacional do PS proposta por António Costa, que está a ser votada esta manhã no congresso em Lisboa, não inclui nenhum membro da anterior equipa de António José Seguro.
 
Dos 15 membros efetivos, só o vice-presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, já fez parte de anteriores equipas de direção (na altura, de José Sócrates). Todos os outros 14 membros são novos, estando também excluídos dirigentes da atual bancada parlamentar.
 
Na lista de Costa para o Secretariado Nacional, destaque para a presença de Luís Patrão, ex-secretário de Estado e ex-chefe de gabinete dos primeiros-ministros António Guterres e José Sócrates.

Também João Galamba, considerado um dos «jovens turcos» e grande apoiante de Sócrates, faz parte da lista.

A lista de 15 membros efetivos para o SN:
  • - Fernando Medina, vice-presidente da Câmara de Lisboa
  • - Luís Patrão, ex-secretário de Estado
  • - João Galamba, deputado
  • - Manuel Pizarro, ex-secretário de Estado
  • - Bernardo Trindade, ex-secretário de Estado
  • - Fernando Rocha Andrade, ex-secretário de Estado
  • - Graça Fonseca, vereadora da Câmara de Lisboa
  • - Isilda Gomes, presidente da Câmara de Portimão
  • - Maria do Céu Albuquerque, presidente da Câmara de Abrantes
  • - Maria da Luz Rosinha, ex-autarca de Vila Franca de Xira
  • - Jorge Gomes, ex-governador civil de Bragança 
  • - Sérgio Sousa Pinto, deputado
  • - Pedro Bacelar, constitucionalista
  • - Wanda Guimarães, sindicalista
  • - Porfírio Silva, conselheiro político de Costa

Este domingo, vai também ser votada a lista para a Comissão Nacional, cuja quota de «seguristas» é de 33 por cento.

Durante o primeiro dia de congresso, os socialistas conseguiram evitar que a detenção de José Sócrates se tornasse um tema central do debate. 

Destaque maior para as intervenções de Manuel Alegre, que apelou a Costa para não tornar o PS no «terceiro partido da direita», e de Sampaio da Nóvoa, um independente que está disponível para concorrer a Belém.

Depois do primeiro discurso deste sábado, em que anunciou a criação de um secretário-geral adjunto caso seja eleito primeiro-ministro, António Costa vai fazer o discurso de encerramento deste congresso este domingo.