António Sampaio da Nóvoa foi ao congresso do PS para apelar à construção de um «movimento amplo» à esquerda, que una «todas as forças da mudança», dentro e fora dos partidos.
 

«A mudança terá de ser radical. Temos de ir às nossas raízes comuns, em Abril, na liberdade cheia e de direitos. Para construir um movimento amplo, aberto à sociedade, com os movimentos sociais, com todas as esquerdas, com todas as forças de mudança».

 
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O ex-reitor da Universidade de Lisboa, que alguns admitem como um possível candidato às presidenciais, garante que «não há soluções fáceis», mas acredita que o secretário-geral do PS pode encabeçar essa mudança.
 

«Porque António Costa sabe que são as lutas fortes que nos fazem fortes e que a ousadia já é metade da vitória. António Costa tem consigo as ideias e causas que nos permitem abrir um caminho novo, de alternativas».

 
Tendo sido um dos independentes convidados por Costa a intervir no congresso, Sampaio da Nóvoa revelou ter aceitado o convite porque «ninguém tem o direito de ficar em silêncio neste tempo tão tudo» e porque quis estar presente «num projeto com futuro para Portugal».

«Para romper com este círculo fatal de desconfiança e desesperança, tem de haver a coragem de unir, de reagrupar todas as energia de mudança, dentro e fora dos partidos. Há política nas instituições e nas ruas. Precisamos de inventar uma democracia democrática, aberta às pessoas e às democracias sociais. Temos de consagrar o direito de decisão para além do voto de 4 em 4 anos».


Para Sampaio da Nóvoa, Portugal precisa «de ideias» e de «ver com olhos livres». Para isso, é necessária uma «rutura fundamental» com «o estado de emergência em que vivemos». A intervenção do ex-reitor foi aplaudida de pé pelos militantes socialistas.

«Precisamos de uma nova política em Portugal e na Europa. Este Governo deixa-nos um país mais pobre, mais desigual, menos preparado, com desperdício dos jovens e afronta aos mais velhos».