O terceiro e último dia do XVI Congresso Nacional do PS, que se realiza na Nave Polivalente de Espinho, ficou marcado pela ausência de João Cravinho da lista de José Sócrates para a Comissão Nacional.

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Trata-se de um passo natural depois de Cravinho ter abandonado o lugar de deputado a meio de legislatura por falta de entendimento com a direcção do Grupo Parlamentar. Defensor de um novo pacote anti-corrupção, não encontrou eco da sua estratégia e agora abandona o núcleo duro do partido. Recorde-se que no último Congresso, em 2006, João Cravinho ocupava a 19ª posição da lista para a Comissão Nacional.

Manuel Alegre foi convidado para integrar a lista, mas recusou o convite. «Fui convidado mas recusei», declarou à agência Lusa.

A actual lista apresenta, aliás, algumas alterações, embora não muito significativas. Desde logo, a subida de estatuto por parte de Augusto Santos Silva, que passa a ocupar o décimo lugar, passando a substituir Jorge Coelho. António José Seguro cai de 28º para 37º e António Costa de 38º para 46º.

Lage abandona Secretariado Nacional

Um outro órgão do partido sofre também uma baixa. Trata-se do presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Norte, Carlos Lage, que abandona o Secretariado Nacional, segundo informações apurados pelo TVI24.

Esta estrutura vai ser eleita na próxima semana, após as primeiras reuniões da Comissão Nacional e da Comissão Política.

Edmundo Pedro na outra lista

Edmundo Pedro ocupa simbolicamente o último lugar da Lista B à comissão Nacional do PS, encabeçada por António Fonseca Ferreira, primeiro subscritor da moção «Mudar para Mudar», segundo avança a agência Lusa.

Rui Namorado, que ocupa a segunda posição, é seguido por Salomé Rafael, Gaspar Santos, Fidélio Guerreiro, Manuela Neto, André Ferreira, Rómulo Machado, Fátima Galhardo e Manuel Mendes. No final da lista, pouco antes do nome de Edmundo Pedro pode ler-se os de Aquilino Ribeiro Machado, Tomás Taveira, Nuno Teotónio Pereira e Eduardo Cabrita.

De assinalar que as duas listas candidatas à Comissão Nacional garantiram contar com um número de mulheres superior ao mínimo de 33 por cento imposto pela Lei da Paridade. A Lista A apresenta 38 por cento de mulheres.

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