O líder do grupo parlamentar do CDS-PP, Nuno Magalhães, disse, este sábado, que a bancada será «fator de estabilidade» perante os «profissionais do protesto», numa intervenção de balanço do mandato, no XXV Congresso partidário.

«No grupo parlamentar do CDS-PP não teremos medo das tentações de radicalização da parte dos nossos adversários. Mesmo perante os que estão profissionalizados no protesto, seremos fator de estabilidade e fator do bom senso», afirmou.

Nuno Magalhães disse que «em média cada deputado fez 68 intervenções e 74 perguntas ao Governo». O grupo parlamentar apresentou ainda 852 requerimentos «em média, por cada deputado», a instituições públicas e câmaras municipais.

Entre as iniciativas propostas, Nuno Magalhães destacou que o CDS-PP «conseguiu eliminar 400 milhões de euros em parcerias público-privadas e consumos intermédios» que «reduziram a sobretaxa».

O líder parlamentar disse que o trabalho da bancada de «suporte da maioria e do Governo» foi o «mais condicionado» da história da democracia portuguesa «por um memorando que não negociou mas que teve de assinar».

«Condicionado até pela inflexibilidade manifestada pelos nossos credores para premiar esforços dos portugueses», sublinhou, saudando a presença na sessão abertura do Congresso do líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro.

Pelos deputados do CDS-PP no Parlamento Europeu, Nuno Melo e Diogo Feio, foi apresentado um vídeo com excertos de intervenções dos democratas-cristãos naquele parlamento.

Antes da intervenção de Nuno Magalhães, o secretário-geral do partido, António Carlos Monteiro, anunciou que entraram nas fileiras do CDS-PP, desde o final de 2010, mais oito mil militantes.

No total, o CDS-PP conta atualmente com 31.936 militantes, a maioria dos quais homens entre os 36 e os 55 anos.

O XXV Congresso do CDS-PP decorre até domingo, em Oliveira do Bairro, Aveiro.