Francisco Assis vai ficar fora de todos os órgãos nacionais do Partido Socialista. A TSF garante que a decisão foi do próprio eurodeputado, que   abandonou o congresso enquanto ainda estava a decorrer na FIL, em Lisboa, e não estará presente na sessão de encerramento deste domingo.

Segundo fonte socialista avançou à Agência Lusa, Assis não levantou problemas sobre as listas para os órgãos nacionais, mas não está de acordo com as posições de vários dirigentes próximos de António Costa, como Ferro Rodrigues e Pedro Nuno Santos.

O cabeça de lista socialista às europeias, que já admitiu que o PSD seria o partido mais próximo do PS para uma eventual coligação, não terá gostado de ouvir as intervenções desta tarde, que afastaram alianças com os partidos da direita.

Ao final da tarde, Francisco Assis saiu do congresso sem discursar, apesar do eurodeputado ter sido inscrito «logo após o fim da sessão de abertura». O problema é que ninguém da mesa do congresso lhe terá dito a que horas seria a intervenção. Segundo apurou a TVI24, a organização do congresso não sabia que Assis tinha hora para se ir embora devido a um voo marcado para o Porto.

Sobre não voltar ao congresso este domingo, para a sessão de encerramento, Francisco Assis assegurou à Lusa que vai faltar por motivos de ordem pessoal.

Este sábado, o eurodeputado defendeu, à RTP, que, além da hipótese António Guterres, Jaime Gama também poderia ser o candidato presidencial do PS.

Sobre as listas que vão ser votadas este domingo, o ex-líder parlamentar do PS Alberto Martins vai encabeçar a quota de «seguristas» para a Comissão Nacional.

A quota foi definida pelos resultados nas eleições primárias. Ou seja, os apoiantes de Seguro terão cerca de 33 por cento dos lugares nesta lista.