António Costa apresentou, este sábado, a moção «A força da mudança», da qual José Sócrates é o principal subscritor. No seu discurso, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa atacou a direita e o Bloco de Esquerda.

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Para o dirigente socialista, as próximas eleições legislativas são uma escolha «entre Sócrates e a direita», sendo que, para o PS, «a direita não, a direita nunca».

No entanto, foi o Bloco de Esquerda o protagonista do ataque mais directo de Costa. «Quando nasceu, há dez anos, pensámos que poderia ser um parceiro. Hoje já não podemos ter essa ilusão», começou.

Utilizando o exemplo da Câmara de Lisboa e do seu vereador Sá Fernandes, António Costa garantiu que o Bloco «é um partido oportunista que parasita a desgraça alheia» e «incapaz de assumir responsabilidades de governação».

Manuel Alegre também foi indirectamente visado: «Quando falam de uma convergência de esquerda não é a convergência do conjunto das forças da esquerda, mas uma convergência que visa úexclusivamente a divisão do PS.»

Depois de uma análise à crise, comparada ao momento da «queda do muro de Berlim», o dirigente socialista entrou finalmente na moção «A força da mudança».

A escolaridade obrigatória até ao 12º ano, o combate à violência doméstica, a promoção da igualdade, o referendo à regionalização e o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo foram as promessas referidas por António Costa.