ACTUALIZADA ÀS 21h29

O ministro dos Negócios Estrangeiros considerou, esta sexta-feira, que todos os líderes da União Europeia compreenderão que o primeiro-ministro português esteja ausente da cimeira da UE, domingo, em Bruxelas, para encerrar o congresso do seu partido, diz a Lusa.

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As declarações de Luís Amado foram proferidas antes da sessão de abertura do XVI Congresso Nacional do PS, que termina domingo, em Espinho, e destinaram-se a responder às críticas feita pela presidente do PSD, Manuela Ferreira Leite, em relação à ausência de Sócrates na cimeira europeia de domingo.

«Quem sabe o que é uma cimeira extraordinária, quem já participou nessas cimeiras, o que aí se decide e discute, sabe que não é absolutamente incontornável» a presença de um chefe de Governo «do ponto de vista dos interesses do Estado», sustentou Luís Amado.

Luís Amado adiantou que «o país estará representando [domingo, em Bruxelas] pelo ministro de Estado e das Finanças, Teixeira dos Santos».

«Toda a gente compreende que o líder do maior partido português esteja nesse momento a encerrar o congresso do PS. Essas declarações [de Manuela Ferreira Leite] não fazem sentido e estão deslocadas de facto do que é a importância de um congresso», acrescentou.

Europeias ou reforma?

Luís Amado escusou-se a comentar a possibilidade de encabeçar a lista do PS às eleições europeia, mas manifestou disponibilidade para desempenhar as funções que o partido lhe solicitar.

«Vamos ver se os órgãos do PS tomam uma decisão neste congresso. Eu estou sempre disponível para as funções que o PS me solicita», disse.

Luís Amado explicou aos jornalistas que já tem uma longa carreira política e já anunciou a vontade de se «reformar da actividade política», mas garantiu que não vai fugir às suas responsabilidades.

«Este é um tempo em que ninguém pode fugir às suas responsabilidades e sou leal ao secretário-geral. O que o secretário-geral me pedir, eu cumprirei», garantiu.