O secretário-geral socialista criticou este domingo o PSD por ter transformado o congresso num «comício de ataque ao PS», considerando que «torna mais evidente que PSD e CDS precisam de uma boa cura de oposição».

No discurso do almoço da conferência distrital «Novo Rumo para Portugal», que hoje decorre em Santo Tirso - e que aconteceu após o discurso de Passos Coelho do encerramento do congresso do PSD -, António José Seguro criticou o facto do PSD, por não ter «resultados para apresentar», passou «três dias não num congresso, mas num comício de ataque ao Partido Socialista nunca visto na nossa história».

«Se eles tivessem resultados para apresentar não teriam passado três dias a falar dos resultados? Se eles tivessem boas notícias para dar ao país, não teriam passado três dias a dizer o que iam fazer de bem ao país?», questionou.

Na opinião do secretário-geral do PS, o PSD teve que «ocupar o tempo e como não têm resultados para apresentar, como não têm notícias boas para dar aos portugueses, eles tentaram, através de uma manobra de diversão, desviar as atenções».

«Eles só pensam em eleições, eles não pensam no país. Eles estão esgotados. Eles chegaram ao fim do ciclo. Este congresso torna mais evidente que este PSD e este CDS precisam de uma boa cura de oposição para libertarem Portugal e para construirmos de novo esse caminho que nos há de levar à prosperidade», defendeu.

Seguro criticou ainda Passos Coelho por ter «uma visão completamente diferente do país», reiterando que «infelizmente o país não está melhor» e que este Governo «deu cabo da classe média».

«É por isso que o primeiro-ministro nunca poderá ter como resposta do PS um sim à sua política de destruição do nosso país, de empobrecimento e desigualdades», disse, no mesmo dia em o primeiro-ministro afirmou que entendimento político alargado sobre o pós-troika, alegando que essa seria a melhor prenda para os portugueses nos 40 anos da democracia.

Na opinião do secretário-geral do PS, só um primeiro-ministro «em estado de negação, a querer iludir e enganar os portugueses é que pode dizer que o país está melhor», acusando Passos Coelho de enganar e iludir «permanentemente» os porttugueses.

Seguro criticou ainda o facto de a« única novidade» do congresso ter sido a criação de um grupo de trabalho para o combate ao problema da natalidade, tema que preocupa igualmente Seguro.

«A grande medida que ele tem para promover essa natalidade tem a ver com a necessidade de criar condições para que haja mais emprego e trabalho em Portugal e mais confiança para o futuro», defendeu.