O líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, manifestou, este sábado, confiança no presidente do partido, acreditando que Pedro Passos Coelho vai ser o futuro primeiro-ministro de Portugal "independentemente" do resultado das eleições autárquicas de 2017.

Tenho a mais firme convicção que Pedro Passos Coelho tem todas as condições para voltar a vencer eleições, de forma eleitoral mais robusta, e tornar a ser primeiro-ministro. Independentemente do que acontecer nas eleições autárquicas, eu estou convencido que Pedro Passos Coelho vai ser o próximo primeiro-ministro de Portugal", declarou Luís Montenegro.

O social-democrata falava aos jornalistas à margem dos trabalhos do segundo dia do 36.º Congresso Nacional do PSD, que decorre até domingo em Espinho, distrito de Aveiro, reunindo 750 congressistas "laranjas".

Passos Coelho, advogou o líder da bancada parlamentar do PSD, "já demonstrou por mais de uma vez que não é suscetível de abanar na sua convicção de apresentar uma proposta credível de governação" para Portugal.

Pedro Passos Coelho foi candidato a primeiro-ministro duas vezes: venceu das duas vezes as eleições", continuou Luís Montenegro, lembrando todavia que no segundo sufrágio, o do ano passado, o programa do executivo chumbou no parlamento e não houve condições para se materializar uma coligação governativa com o CDS-PP.

No que refere às eleições autárquicas, o líder parlamentar social-democrata defendeu que o PSD "tem condições para liderar todas as listas que se vão propor" no sufrágio de 2017. "Significa isto que não possamos ter entendimentos com outras forças políticas? Não, temos muitas coligações formalizadas pelo país fora, e muitas delas vencedoras", prosseguiu.

Também à margem do Congresso do PSD falou o vice-presidente social-democrata e autarca de Cascais, Carlos Carreiras, que se escusou a adiantar se será o futuro coordenador autárquico do partido, com as eleições de 2017 em vista. O 36.º Congresso do PSD prossegue hoje, num dia dedicado à discussão política e em que vão ser conhecidos os nomes propostos por Pedro Passos Coelho para a sua equipa dirigente dos próximos dois anos.