O ex-ministro da Defesa, Aguiar-Branco, considerou este sábado que, mantendo-se a atual política do Governo do PS, há o risco de a troika regressar a Portugal, o que pode ser um fator decisivo para a data das legislativas.

Numa intervenção no 36.º Congresso do PSD, que decorre na Nave Desportiva de Espinho, José Pedro Aguiar-Branco defendeu que, "se entretanto houver eleições antecipadas", os sociais-democratas devem trabalhar para que Passos Coelho seja "o próximo primeiro-ministro de Portugal novamente".

Aguiar-Branco, que em 2010 foi adversário interno do atual presidente do PSD, não excluiu, contudo, a hipótese de voltar a disputar eleições diretas para a liderança do partido: "Nunca se sabe se eu não voltarei a ser também candidato em diretas ao partido".

O ex-ministro da Defesa começou por declarar que a data das próximas eleições legislativas não depende do PSD, "nem da geringonça, não depende de António Costa, nem depende sequer do Presidente da República".

"Depende da capacidade ou da falta de capacidade que o Estado venha a ter para pagar salários, como aconteceu em 2011. Também aí não fomos nós que escolhemos o calendário, foi a 'troika'. A 'troika' que nos arriscamos a ter cá de novo se prosseguir a política que o Governo está a trilhar", acrescentou.

Depois, o antigo líder parlamentar do PSD recordou a posição que assumiu em 2010, no Congresso de Carcavelos, "depois de ter perdido as eleições diretas" para Passos Coelho, observando: "E nunca se sabe se eu não voltarei a ser também candidato em diretas ao partido".

"Eu renovo aqui o que disse na altura: compete ao partido trabalhar para que tu venhas a ser o próximo primeiro-ministro de Portugal novamente", afirmou Aguiar-Branco, dirigindo-se para Passos Coelho.