O líder do grupo dos Socialistas e Democratas no Parlamento Europeu, Udo Bullmann, membro do partido social-democrata alemão (SPD), encorajou hoje o PS a mostrar à chanceler alemã, Angela Merkel, como Portugal se reergueu depois da 'troika'.

Perante o Congresso do PS, reunido na Batalha, distrito de Leiria, Udo Budmann declarou: "Podem dizer-lhe, senhora Merkel, se quiser ver como é que um país pode reerguer-se depois da 'troika', olhe para António Costa e olhe para o Partido Socialista português".

E podem dizer à senhora Merkel: não o repita, livre-se desta porcaria de metodologia da 'troika' e abra caminho a uma nova Europa de solidariedade", acrescentou.

Convidado a intervir no 22.º Congresso do PS, Udo Bullmann foi apresentado pelo presidente da Mesa como "militante do PSD", um lapso logo corrigido por Carlos César: "Perdão, do SPD, que é um PSD muito melhor do que o de cá".

Na sua intervenção, em inglês, o eurodeputado alemão felicitou e agradeceu ao secretário-geral do PS e primeiro-ministro, António Costa, pela "linha política progressista" com que "liderou o seu Governo para fora da austeridade, para fora da pressão para matar o seu próprio povo".

O Governo socialista suportado por uma aliança de esquerda conseguiu virar a página. Protegeram os rendimentos das famílias, lutaram pelos direitos sociais e têm reparado o que foi destruído pelo anterior Governo de direita e de forma muito pró-europeia", elogiou.

Segundo o líder parlamentar da Aliança Progressista dos Socialistas e Democrata no Parlamento Europeu, António Costa mostrou que os valores desta família política contam e deu um sinal para toda a Europa.

"Obrigada, António, obrigada por isso, camarada", disse-lhe.

Foi neste contexto que Udo Bullmann se referiu à visita da chanceler da Alemanha a Portugal, agendada para 30 e 31 de maio: "A propósito, caros camaradas, ouvi dizer que a senhora Merkel vem ver-vos. Os meus melhores cumprimentos".

Udo Bullmann subscreveu as críticas do PS à proposta de orçamento europeu da Comissão Europeia e apelou a uma mobilização conjunta para as eleições de 2019 para o Parlamento Europeu.

"Estou aqui, António, meus amigos, para reafirmar que a nossa família socialista vai continuar a lutar para controlar as forças de mercado e que nós vamos lutar pelo futuro do Estado social. Esta é a vossa luta e é a nossa luta", afirmou.

O eurodeputado rejeitou a ideia de que a social-democracia europeia está em crise ou morta: "Não acreditem, estamos muito vivos, se calhar estamos mais vivos do que alguma vez estivemos".