Por: Redacção / CP | 27- 2- 2009 20: 11
ACTUALIZADA ÀS 21h08
O histórico socialista Almeida Santos foi reeleito, esta sexta-feira, presidente do
PS, no início do XVI Congresso, que decorre até domingo na Nave Desportiva de Espinho, informa a Lusa.
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Almeida Santos, que anunciou ter-se recandidatado pela última
vez, recebeu 714 votos dos 720 delegados com capacidade eleitoral. Houve ainda dois votos em branco e quatro votos nulos.
«Foi
grande a vossa generosidade», agradeceu Almeida Santos aos 1700 delegados presentes em Espinho.
O congresso elegeu
também, antes do início oficial dos trabalhos, a Comissão de Verificação de Poderes, com 706 votos a favor, dez brancos e
quatro nulos, e a Comissão de Honra (714 votos a favor, dois brancos e quatro nulos), onde se distinguem os nomes dos ex-presidentes
da República Mário Soares e Jorge Sampaio e do ex-primeiro-ministro António Guterres.
Fazem ainda parte da comissão
de honra o secretário-geral da UGT, João Proença, o líder parlamentar do PS, Alberto Martins, a secretária de Estado dos Transportes,
Ana Paula Vitorino, o ex-presidente do partido Ferraz de Abreu, o ex-ministro dos Assuntos Sociais António Arnaut e o ex-secretário
de Estado da Agricultura e fundador do PS António Campos.
Foi ainda eleita a Mesa do Congresso (690 votos a favor,
18 nulos e seis brancos), presidida também por Almeida Santos, que tem como vice-presidentes a eurodeputada Edite Estrela,
o líder açoriano Carlos César, o presidente da Câmara de Lisboa e dirigente socialista António Costa, e os deputados Vera
Jardim e Maria de Belém Roseira.
«Governo não é responsável pela crise»
Almeida Santos dedicou
a esmagadora maioria do seu discurso à crise internacional e às suas repercussões na ordem mundial estabelecida, tendo defendido
«uma nova ordem mundial política, económica, fiscal, social e militar».
Face à situação internacional, Almeida Santos
considera «difícil de entender o tipo de oposição que responsabiliza o Governo e o primeiro-ministro pela crise internacional».
«Será
que nos Estados Unidos, China, Japão ou Rússia se concorda com esta visão de que foi o Governo português a provocar a crise?»,
questionou, lamentando que «tenham eco dentro do próprio PS» as «lamúrias e faltas de verdade dos que responsabilizam José
Sócrates e o Governo pela crise».
Almeida Santos congratulou-se, porém, com o facto de «o partido que suporta o Governo
aparecer nas sondagens perto da maioria absoluta, enquanto os que têm subestimado a perspicácia do povo não resistem».
Para
o presidente socialista, José Sócrates, contrariamente ao que diz a oposição, «não demorou a compreender que havia necessidade
de medidas tão excepcionais quanto a própria crise», avançando de imediato com a nacionalização de um banco e «abdicando da
vitória» que foi o controlo do défice para ajudar a combater o desemprego.
O presidente do PS disse ainda discordar
da proposta de eleições primárias para escolha dos candidatos do partido seja para que eleição for, uma ideia incluída numa
das moções ao XVI Congresso socialista.
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