Por: Catarina Pereira | 27- 2- 2009 20: 22
A presença ou ausência de Manuel Alegre é um dos maiores motivos de atenção no XVI Congresso Nacional do PS, que se está
a realizar em Espinho. O deputado histórico do PS, que nos últimos tempos se tem colocado muitas vezes contra o próprio secretário-geral,
não entrou no pavilhão, mas são muitos os delegados que o esperam.
«Espero que ele venha, é uma figura histórica
do partido e, como tal, a sua presença significaria sempre a liberdade e a história do PS. Se ele não vier, não sei se estará
a marcar uma posição contra o partido, mas sim contra as políticas do partido», disse Silvano Moura, delegado por Resende,
ao tvi24.iol.pt.
«Até concordo com algumas das posições de Manuel Alegre, mas o partido tem tomado medidas
que era preciso tomar nesta altura muito difícil, medidas que nem a todos agradam, mas que são essenciais», acrescentou.
Siga o congresso AO MINUTO
Adozinda Pereira, delegada por Cinfães, é de opinião contrária, mas também
espera por Manuel Alegre: «Acho que seria bom que ele viesse. Estou à espera até que ele peça para intervir, quero ouvir o
que ele tem para dizer, ainda que não concorde com as suas posições.»
«Estou à espera que Manuel Alegre venha, como
qualquer militante ou delegado ao congresso. Ele é importante, como todos os camaradas são na hora da festa do PS. Se ele
quer marcar uma posição contra? Não me parece. A presença aqui também depende da vida de cada um. Pode não vir por qualquer
motivo», afirmou Maria José Barata, delegada por Castelo Branco.
Sem se manifestar contra ou a favor das opiniões
de Manuel Alegre, a delegada de Castelo Branco também quer ouvir o ex-candidato à presidência da República: «Estamos num partido
plural e democrático, qualquer um pode manifestar a sua opinião, não estamos num partido de extrema-esquerda onde se condiciona
a opinião das pessoas.»
Hugo Chávez é «bem-vindo»
O presidente venezuelano foi um dos muitos convidados
internacionais para estar presente neste congresso. Hugo Chávez disse que não vinha, mas, ainda assim, muitos estão à sua
espera.
«A sua presença seria muito importante para o nosso país. Não tenho medo da imagem que possa passar. O PS
já é um partido à esquerda, não precisa de Hugo Chávez para isso», garantiu Adozinda Pereira.
Maria José Barata acrescentou
que o convite a Chávez «faz sentido»: «O PS é de esquerda. Sendo ele de esquerda, é bem-vindo aqui.»
Já Silvano Moura
é mais comedido na eventual recepção ao polémico presidente da Venezuela, conhecido amigo pessoal de José Sócrates. «Se Hugo
Chávez vier não quer dizer que o partido concorda com todas as suas medidas. Não me repugna nada que venha e participe, porque
é uma figura internacional e ainda por cima temos lá muitos portugueses e temos de ter ligações com a Venezuela», disse.
«O
PS é um partido aberto. O convite a Chávez foi uma forma de demonstrar que o PS também é um partido de esquerda, aberto a
todas as posições», acrescentou o delegado por Resende.
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