Por: Catarina Pereira | 28- 2- 2009 12: 14
António Costa apresentou, este sábado, a moção «A força da mudança», da qual José Sócrates é o principal subscritor. No
seu discurso, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa atacou a direita e o Bloco de Esquerda.
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Para o dirigente socialista, as próximas eleições legislativas
são uma escolha «entre Sócrates e a direita», sendo que, para o PS, «a direita não, a direita nunca».
No entanto,
foi o Bloco de Esquerda o protagonista do ataque mais directo de Costa. «Quando nasceu, há dez anos, pensámos que poderia
ser um parceiro. Hoje já não podemos ter essa ilusão», começou.
Utilizando o exemplo da Câmara de Lisboa e do seu
vereador Sá Fernandes, António Costa garantiu que o Bloco «é um partido oportunista que parasita a desgraça alheia» e «incapaz
de assumir responsabilidades de governação».
Manuel Alegre também foi indirectamente visado: «Quando falam de uma
convergência de esquerda não é a convergência do conjunto das forças da esquerda, mas uma convergência que visa úexclusivamente
a divisão do PS.»
Depois de uma análise à crise, comparada ao momento da «queda do muro de Berlim», o dirigente socialista
entrou finalmente na moção «A força da mudança».
A escolaridade obrigatória até ao 12º ano, o combate à violência
doméstica, a promoção da igualdade, o referendo à regionalização e o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo foram as
promessas referidas por António Costa.
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