pub

Ler a última notícia

«Consenso não é colocar o PS a reboque do PSD»

«As diferenças entre PS e PSD são muito maiores do que se quer fazer crer», frisa Alegre

Por: Sara Marques  |  9- 4- 2011  12: 40

Manuel Alegre

Relacionados

«Um PS unido para enfrentar o adversário que é o neoliberalismo» do PSD, a ideia tem sido passada por vários militantes que discursaram neste XVII Congresso Nacional do PS, e repetida por um militante em particular: Manuel Alegre. O histórico socialista, que chegou mesmo a ser candidato presidencial independente e não tem poupado críticas ao partido, esteve este sábado na Exponor para mostrar o seu apoio ao PS e ao líder José Sócrates.

Alegre começou por dizer que «o PS é um partido de homens livres que pensam pela sua cabeça», o que permite que haja opiniões diferentes. «Estou hoje aqui porque esta é a minha família política». «Muitas vezes já estivemos todos contra todos, hoje estamos aqui todos com todos, para enfrentar a ofensiva neoliberal», frisou Alegre. Alegre frisou depois que «não é fácil governar à esquerda, numa Europa dominada pelo neoliberalismo». «Não é fácil ser socialista nesta Europa».

Repetindo as palavras de José Sócrates, Alegre diz que «o PS não tem medo de eleições». «A quem pensa que estamos derrotados eu digo: só é vencido quem desiste de lutar».

E, tal como Sócrates, bipolarizou as próximas eleições legislativas, colocando a questão apenas entre PS e PSD. «As diferenças entre PS e PSD são muito maiores do que se quer fazer crer», diz Alegre, falando depois do SNS, escola pública, segurança social pública, que o PS defende, indo buscar por oposição as ideias do PSD, expressas na proposta de revisão constitucional.

«Para o PSD, privatizar é a palavra de ordem, mas não se pode privatizar o Estado, não se pode privatizar a democracia, e sobretudo não se pode privatizar Portugal. Nós lutamos pela autonomia do nosso país», disse Alegre, recebendo da sala um aplauso generalizado. «Estou aqui para convosco lutar contra a direita neoliberal para defender o papel do Estado na saúde na educação e no combate às desigualdades sociais, frisou.

«O PS, como sempre, está aberto ao diálogo, acima de qualquer interesse partidário», disse Alegre, frisando depois que «um consenso não é colocar o PS a reboque do PSD».

«Está na moda dizer que José Sócrates é obstáculo ao diálogo. Mas quem escolhe o secretário-geral do PS são os militantes socialistas, não os partidos da direita, nem a outra esquerda e quem se quiser entender com o PS é com este secretário-geral», disse depois, em resposta às declarações de Pedro Passos Coelho, que admitiu um acordo com o PS, mas nunca com José Sócrates.

À esquerda, Alegre deixou um recado: «Não repitam o erro de 1975 porque não há soluções de esquerda sem o PS, nem contra o PS».

Mas apesar deste discurso de união, no final da intervenção, em declarações à TVI, Manuel Alegre afirmou que não está «inclinado» para integrar as listas eleitorais e voltar a ser deputado.

Estamos no Facebookmais aqui

Programação - Semana de 25 de Maio a 31 de Maio

Toda a programação »

Media Capital | Prisa Media Capital Prisa