O presidente da Confederação do Turismo Português disse esta quinta-feira que para o setor o mais importante é existir estabilidade, mas reconheceu que os empresários achariam "mais natural" ter um Governo da coligação PSD/CDS-PP com o PS.

"Para o Turismo o que é mais importante de tudo é haver estabilidade, neste momento não estamos a atravessar um período de estabilidade, tivemos eleições há cerca de cinco semanas, já deveríamos ter um Governo em funcionamento, não temos, não temos estabilidade, estamos preocupados com aquilo que vai acontecer", afirmou o presidente da Confederação do Turismo Português, Francisco Calheiros, à saída de uma audiência com o Presidente da República.


Sublinhando que a Confederação não tem "um papel político", Francisco Calheiros reconheceu que o processo de entrada em funções do novo Governo já está a demorar e que os empresários achariam "mais natural ter um Governo da coligação com o PS".

Quanto à composição do novo executivo, Francisco Calheiros disse que a Confederação espera para "ver o que vai dar", mas sublinhou que os empresários trabalham com qualquer Governo.

"Estamos aqui para trabalhar com qualquer Governo, mais apreensivos com uns casos, menos apreensivos com outros", referiu.


No final da audiência com a Confederação do Turismo, a Presidência da República divulgou uma nota no seu ‘site' sobre os encontros que o Presidente da República teve hoje com as confederações patronais.

"O Presidente da República ouviu hoje as confederações patronais ( CIP, CCP, CAP e CTP) sobre as perspetivas económicas e sociais do País, no quadro da rejeição, pela Assembleia da República, do Programa do XX Governo Constitucional e sobre as orientações de política económica e social consideradas essenciais para que Portugal mantenha, no futuro, uma trajetória de crescimento da produção e da criação de emprego", lê-se na nota.

Na nota é ainda referido que, na sexta-feira, o chefe de Estado receberá as confederações sindicais (CGTP-IN e UGT), o Presidente do Conselho Económico e Social, assim como a Associação das Empresas Familiares e o Fórum para a Competitividade.