A coordenadora nacional do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins, considerou este domingo que o Partido Socialista tem de definir com brevidade se quer um novo Governo ou se quer a manutenção do mesmo.

«Mais cedo do que tarde o Partido Socialista terá que se definir. Se quer uma nova política ou se quer negociar a manutenção da mesma política de austeridade», defendeu.

À margem de um debate sobre cultura e cidadania, que decorreu no âmbito da candidatura da bloquista Manuela Antunes à presidência da Câmara de Viseu, Catarina Martins sublinhou que os tempos difíceis que o país atravessa exigem clareza e responsabilidade da parte dos partidos políticos.

«Não se pode querer eleições, querer um novo Governo e aceitar negociar manter o mesmo Governo», sustentou.

A líder bloquista frisou ainda que o Bloco de Esquerda está disponível para dialogar, seja com os partidos políticos ou com as instituições nacionais e internacionais, com vista à renegociação da dívida pública e de uma nova política para o país.

«O que não estamos é disponíveis para salvar uma coligação de direita que está moribunda. Não estamos disponíveis para salvar uma política de austeridade que está a destruir o país», esclareceu.

Na sua opinião, no país vivem-se tempos difíceis em termos políticos, que não deveriam ter os partidos políticos "em jogos de taticismos e jogos de cadeira".

Face ao que considera ser «um falhanço do programa de ajustamento» e «ao colapso da coligação», o país tem como saída a convocação de eleições.

«As eleições são a escolha responsável do país para haver nova legitimidade. Legitimidade essa que lutaremos que seja por um Governo de esquerda, que possa renegociar a dívida e dar novo rumo ao país», concluiu.