O ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, rejeitou esta segunda-feia a ideia de Portugal ser competitivo no mercado internacional «à custa de uma produtividade derivada de salários baixos», defendendo o crescimento económico baseado na ciência, tecnologia e inovação.

«Nós queremos ser competitivos, queremos sair desta crise melhores, e sair melhores e mais competitivos no mercado internacional significa sairmos com uma indústria mais desenvolvida, com o tecido empresarial mais atualizado, mais moderno e para isso a ciência e a tecnologia são fundamentais», disse Nuno Crato aos jornalistas no final da assinatura do protocolo de lançamento da 11ª Edição do Prémio Fundação Ilídio Pinho «Ciência na Escola».

O ministro afirmou, por isso, que Portugal não quer ser competitivo «no mercado internacional à custa de uma produtividade derivada de salários baixos».

«Não é isso. Nós queremos uma remuneração condigna e queremos que o crescimento da nossa economia seja feito à custa da ciência, da tecnologia e da inovação», justificou.

Nuno Crato sublinhou a importância do prémio «Ciência na Escola», que «se destina a incentivar os jovens às ciências experimentais e a transformar as suas ideias em protótipos que possivelmente vão gerar valor».

Interrogado sobre as queixas dos reitores da falta de verbas para o Ensino Superior, o governante explicou que há neste Orçamento do Estado vários aspetos em que estão «a ter em consideração as universidades, a ciência e a importância de continuar o desenvolvimento científico e o desenvolvimento universitário».

Crato reiterou o exemplo do incentivo fiscal à contratação de doutorados pelas empresas.

«Como nós temos sempre dito, o desenvolvimento económico feito com base científica é um desenvolvimento que exige que existam nas empresas núcleos de doutorados, núcleos de investigadores capazes de dialogar com as universidades, com os centros de investigação e de incorporar o desenvolvimento avançado nas empresas e este passo no orçamento é um passo que nós estamos a crer que é muito importante», cita a Lusa.