Pedro Passos Coelho anunciou, nesta quinta-feira, perante o Conselho Nacional do PSD a decisão de se recandidatar à liderança do partido, disse o porta-voz dos sociais-democratas, Marco António Costa.

Marco António Costa transmitiu esta informação em conferência de imprensa, a meio da reunião do Conselho Nacional do PSD, órgão máximo entre congressos.

"O doutor Pedro Passos Coelho anunciou neste Conselho Nacional a decisão de se recandidatar à liderança do PSD, fazendo assentar as linhas da sua candidatura naqueles que são os traços que a social-democracia tem garantido nos últimos anos na sua atuação, desde logo o traço reformista, o impulso reformista", declarou o porta-voz dos sociais-democratas.

O vice-presidente do PSD apontou "a opção clara pela vocação europeísta e atlantista" e uma combinação entre "realismo" e "ambição transformadora" como outras linhas da recandidatura de Pedro Passos Coelho à liderança dos sociais-democratas.

O Conselho Nacional do PSD aprovou o calendário eleitoral proposto pela direção nacional social-democrata, que inclui diretas para a liderança do partido a 5 de março e Congresso entre 1 e 3 de abril, em Espinho.

A aprovação deste calendário - que teve um voto contra e uma abstenção - era um dos pontos na agenda da reunião do Conselho Nacional do PSD, órgão máximo partidário entre congressos, que teve início pelas 21:30 de quinta-feira e terminou cerca da 01:30 da madrugada desta sexta-feira, num hotel de Lisboa.

O local previsto para XXXVI Congresso do PSD é Espinho e, segundo o cronograma proposto pela direção social-democrata, 19 de fevereiro é a data limite para os militantes pagarem quotas para inclusão nos cadernos eleitorais.

As candidaturas à liderança do partido e respetivas propostas de estratégia global poderão ser apresentadas até às 18:00 de dia 1 de março.

Se for reeleito presidente do PSD nas diretas 5 de março, Pedro Passos Coelho terá os resultados oficiais da sua reeleição publicados a 9 de março, dia da tomada de posse do novo Presidente da República.

Os estatutos do PSD preveem a realização de uma segunda volta, caso nenhum candidato tenha maioria absoluta à primeira volta, que neste caso está marcada para 12 de março.

Segundo os estatutos do PSD, "o Congresso Nacional reúne ordinariamente de dois em dois anos" e "os mandatos dos órgãos eletivos do partido são de dois anos, a partir da data da eleição".

Passos Coelho tem liderado o PSD sem oposição interna organizada e foi eleito presidente deste partido, pela terceira vez, a 25 de janeiro de 2014.

O Congresso que elegeu a sua atual equipa de direção e os restantes órgãos nacionais realizou-se a 21, 22 e 23 de fevereiro de 2014, no Coliseu dos Recreios de Lisboa.

As próximas diretas ocorrerão com os sociais-democratas de regresso à oposição, na sequência do derrube do executivo PSD/CDS-PP no parlamento e da formação de um Governo do PS suportado por acordos políticos com Bloco de Esquerda, PCP e "Os Verdes".

Passos Coelho foi eleito pela primeira vez presidente do PSD a 26 de março de 2010, derrotando Paulo Rangel e Aguiar-Branco, quando estava no poder o Governo minoritário do PS chefiado por José Sócrates.

Cerca de um ano depois, assumiu as funções de primeiro-ministro, na sequência das legislativas antecipadas de 05 de junho de 2011.

Nas diretas de 3 de março de 2012 e de 25 de janeiro de 2014, que aconteceram durante a governação conjunta com o CDS-PP, Passos Coelho foi reeleito presidente do PSD sem adversários.
 

Passos apresenta voto de elogio a Cavaco Silva


O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, apresentou na quinta-feira à noite perante o Conselho Nacional do seu partido um voto de congratulação pela "forma exemplar" como Aníbal Cavaco Silva exerceu as funções de Presidente da República.

Passos Coelho teve este gesto para com Cavaco Silva na mesma reunião em que o Conselho Nacional do PSD - órgão máximo deste partido entre congressos - vai votar uma recomendação de voto na candidatura presidencial de Marcelo Rebelo de Sousa dirigida aos eleitores do partido.

Esta informação foi transmitida pelo porta-voz do PSD, em conferência de imprensa, a meio da reunião do Conselho Nacional.

Marco António Costa disse que Passos Coelho "apresentou um voto de congratulação pela forma exemplar como o senhor professor Aníbal Cavaco Silva exerceu o alto cargo e a função de Presidente da República".

O vice-presidente e porta-voz do PSD defendeu este voto de congratulação, considerando que o exercício das funções presidenciais por Cavaco Silva nos últimos dez anos foi feito "sempre de uma forma isenta, apartidária e sempre em conformidade com a defesa do superior interesse nacional".