A vice-presidente do CDS-PP, Cecília Meireles, expressou satisfação pela não aplicação de sanções a Portugal por parte da Comissão Europeia relativas ao défice, mas reiterou "preocupação" pelas metas económicas definidas pelo Governo socialista.

"O CDS fica satisfeito por não serem aplicadas sanções a Portugal e esperemos, naturalmente, que essa decisão se mantenha no futuro. É, sem dúvida também, um reconhecimento do esforço que todos os portugueses fizeram e a mais adequada, sem sombra de dúvida", afirmou, no parlamento, destacando que o país conseguiu fazer um "reajustamento estrutural".

Em Bruxelas, o comissário europeu para os Assuntos Económicos, o francês Pierre Moscovici, anunciou que a Comissão Europeia decidiu propor "mais um ano, e apenas mais um ano" a Portugal para colocar o seu défice abaixo dos 3% do PIB.

O colégio de comissários manteve o país sob Procedimento por Défice Excessivo (PDE), recomendando ao Governo que avance com uma correção duradoura do défice até 2017 e prometendo voltar a olhar para a situação do país em julho.

"Verificamos também que são expressas algumas preocupações e alertas em relação aos desenvolvimentos presentes e futuros da nossa estratégia orçamental. O CDS acha que é muito importante que o Governo cumpra aquilo com que se comprometeu", afirmou Cecília Meireles.

Contudo, "do ponto de vista dos números da evolução da economia e do PIB, quer dos alertas que o Conselho de Finanças Públicas ontem (terça-feira) deixou, acompanhamos com preocupação", acrescentou ainda a deputada.