No acordo de coligação que votado esta quarta-feira pelos conselheiros nacionais do PSD e do CDS-PP comprometem-se a dialogar para apoiar "um candidato em comum" às presidenciais de 2015, "preferencialmente após as legislativas" deste ano.

"Os dois partidos comprometem-se a dialogar no sentido de, preferencialmente, após as legislativas, apoiarem um candidato em comum à eleição presidencial de 2016", lê-se no documento que vai a votos no Conselho Nacional do PSD, apresentado pela Comissão Política Nacional deste partido.

Esta é uma cláusula nova acrescentada ao texto do compromisso que foi assinado no sábado pelos presidentes do PSD, Pedro Passos Coelho, e do CDS-PP, Paulo Portas, no qual estava previsto "o necessário diálogo" entre os dois partidos, para que, "depois das legislativas", apoiassem "um candidato presidencial".

A coligação PSD/CDS-PP terá órgãos próprios de coordenação política, segundo o documento votado esta quarta-feira pelos conselheiros nacionais sociais-democratas, que estabelece desde já que os dois partidos formarão grupos parlamentares separados.

No documento aprovado por unanimidade, esta quarta-feira à noite, pelo Conselho Nacional do PSD, que decorre esta noite num hotel de Lisboa, lê-se que "a coligação constituirá órgãos próprios de coordenação política em documento autónomo" e que, "no respeito pela identidade de cada um dos partidos e à semelhança do funcionamento da presente legislatura, os deputados de cada partido constituirão um grupo parlamentar autónomo".

Estas cláusulas não constavam do compromisso que os presidentes dos dois partidos assinaram no sábado, tendo sido acrescentadas na proposta de acordo de coligação submetida hoje ao Conselho Nacional do PSD pela Comissão Política Nacional do PSD, que foi distribuída aos jornalistas.

No que respeita à elaboração das listas conjuntas às legislativas, é especificado que a ordenação dos candidatos de cada um dos partidos obedecerá "ao critério da transposição dos resultados obtidos em cada círculo eleitoral nas eleições legislativas de 2011" e que, no decurso da próxima legislatura, "as vagas são preenchidas pelo candidato imediatamente a seguir do partido pelo qual foi proposto o deputado que deu origem à vaga".