O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, afirmou este sábado que o programa eleitoral da coligação não deverá conter uma solução “muito definida” para as pensões para não comprometer um futuro entendimento com o PS sobre a reforma da Segurança Social.

O chefe do Governo ressalvou, à margem de uma visita à Expo Trás-os-Montes, em Bragança, que ainda não sabe responder sobre eventuais cortes nas pensões porque PSD e CDS-PP ainda estão a preparara dentro da coligação essa discussão.

Porém, adiantou que “é pouco provável que haja uma solução muito definida”, na medida em que defende que qualquer proposta pré-eleitoral não deve “comprometer a possibilidade de construir uma solução alargada”.

Depois dos chumbos do Tribunal Constitucional a proposta do Governo, Pedro Passas Coelho, entende que “manda a prudência que não se comprometa o resultado do entendimento que se terá de estabelecer”, declarou.

“Sabemos nesta fase o Partido Socialista, até às eleições, não quer qualquer entendimento seja sobre o que for, mas espero que, depois das eleições, isso se altere porque a Segurança Social e os contribuintes atuais, bem como os beneficiários atuais e futuros merecem ter estabilidade e ter segurança na forma como o sistema funciona”, declarou.

O primeiro-ministro vincou que o Governo se comprometeu, “dentro do Programa de Estabilidade que apresentou em Bruxelas, com um resultado que ajude a equilibrar o orçamento da Segurança Social e alguma medida terá de ser encontrada nesse sentido”.

“Já o repeti várias vezes: temos um problema, não vale a pena fazer de conta, temos de o resolver, a melhor forma de o fazer é num entendimento alargado”, insistiu.