Um dia depois de ter sido divulgado o projeto de lei do PSD e do CDS, com o apoio do PS, sobre a cobertura jornalística das eleições, ninguém assume a autoria das propostas mais polémicas. Ou seja, todos recuam e o diploma parece estar a “morrer” sozinho.

Pode ler aqui o comunicado conjunto das direções de informação de jornais, rádios e televisões sobre o assunto
 
O líder parlamentar do PSD alegou, esta sexta-feira à noite, que tanto a entrega obrigatória e antecipada do plano de cobertura como a criação de uma comissão mista para o validar são propostas do PS e, apesar de o projeto de lei ser da autoria da maioria, até se congratulou pela retirada pública destas propostas por parte de António Costa.
 

“Hoje ficámos a saber que o PS retira esta proposta e acolhemos de bom grado essa retirada, porque esta proposta não é nossa, estávamos a analisá-la do ponto de vista da aproximação com o PS.”

 
Antes, o PS tinha divulgado um comunicado no qual informava que António Costa só “tomou hoje conhecimento” do texto da proposta e que até “discorda" da solução nele constante. 
 
Do lado do CDS, Paulo Portas também se mostrou contra as propostas que constam no projeto de lei.
 

“Prezo muito a liberdade de imprensa e acho que isso diz tudo”.


O vice-primeiro-ministro corroborou o que o porta-voz do CDS-PP, Filipe Lobo d’Ávila, já tinha afirmado: “Para o CDS não há nenhum projeto fechado nem definitivo.”

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, não quis envolver o Governo na polémica e disse apenas desejar "sinceramente que o parlamento chegue a um entendimento nessa matéria".