O PS anunciou hoje que irá propor a reposição da cláusula de salvaguarda do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) no Orçamento para 2014 e considerou a proposta do Governo «uma bomba relógio» para 3,7 milhões de famílias.

Esta posição transmitida pelo vice-presidente da bancada socialista Mota Andrade a meio da reunião do Grupo Parlamentar do PS, numa declaração aos jornalistas em que acusou o Governo de preparar uma «bomba relógio» para 3,7 milhões de famílias ao eliminar na proposta de Orçamento do Estado para 2014 a cláusula de salvaguarda para rendimentos superiores a sete mil euros anuais.

«O Governo especializou-se em divulgar notícias que são enormes embustes - e o caso sobre o IMI é mais uma prova disso. Na realidade, 3,7 milhões de famílias, que adquiriram casas (muitas das quais ainda em pagamento), vão ter uma bomba relógio em 2014, caso o que está previsto no Orçamento vá avante e essa cláusula de salvaguarda de IMI deixem de existir», referiu o dirigente da bancada do PS.

Segundo Mota Andrade, se a cláusula de salvaguarda for retirada, o aumento brutal do IMI, a par do corte de rendimentos da maior parte dos portugueses e do aumento de impostos, gerará um agravamento dos problemas de muitas famílias".

«O Governo pretende que a cláusula de salvaguarda termine para agregados familiares com rendimentos superiores a sete mil euros por ano, ou seja, 500 euros por mês. Por certo estamos a brincar, isso não atinge ninguém, porque nesse escalão quase ninguém tem casa própria», disse.

Mota Andrade adiantou que, no âmbito da discussão da especialidade do Orçamento do Estado para 2014, o PS, «tal como fez no ano passado, apresentará propostas para que as medidas de salvaguarda se mantenham».

«Havia um compromisso plurianual, até 2015, no sentido de limitar o aumento do IMI a 75 euros», acrescentou.