O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, assumiu esta quarta-feira, em declarações à Lusa, que o valor das bolsas de doutoramento e pós-doutoramento, pagas aos investigadores, vai manter-se congelado.

"Não temos nenhum estudo que diga que o valor [das bolsas] tenha de ser mudado", afirmou, à saída de um debate, no plenário do parlamento, sobre ciência, proposto pelo PS.

Durante o debate, PCP e BE, que apoiam o programa do Governo, questionaram o ministro sobre o descongelamento do valor das bolsas de doutoramento e pós-doutoramento, lembrando que o montante pago aos beneficiários se mantém inalterado desde 2002.

Confrontado pela Lusa, no final do debate, com o descongelamento das bolsas, o ministro respondeu: "A questão não está na agenda neste momento".

No debate, Manuel Heitor respondeu aos deputados, nesta matéria, com o silêncio.

À Lusa, reiterou, sem quantificar, que o orçamento proposto para o setor prevê o reforço do número bolsas de doutoramento e pós-doutoramento.

PCP, BE, mas também o PS, questionaram o ministro sobre as medidas da tutela para favorecer o emprego científico e combater a precariedade laboral, recordando a falta de integração de investigadores na carreira, que se sujeitam, ano após ano, a bolsas.

Sobre este assunto, Manuel Heitor invocou à Lusa, citando a proposta do Orçamento do Estado para 2016, que a "medida mais estruturante", para "começar a reduzir, de forma clara, a precariedade no trabalho", é a "possibilidade de as instituições de ensino superior contratarem investigadores e docentes e integrá-los nas carreiras".