A maioria de esquerda na Assembleia da República chumbou hoje o projeto de resolução do CDS-PP para a rejeição do Programa de Estabilidade e revisão do Programa Nacional de Reformas.

PS, PCP, BE e PEV votaram contra o projeto de resolução apresentados pelos centristas, CDS e PSD votaram a favor e o PAN absteve-se.

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, não se encontrava na sala durante as votações, o que foi assinalado pelo líder parlamentar do CDS, Nuno Magalhães, que, em declarações aos jornalistas, atribuiu a ausência ao "incómodo natural" de há três dias ter dito que era contra o Programa de Estabilidade.

A partir de hoje fica claro que a responsabilidade de tudo o que acontecer nos próximos quatro anos ao nosso país, nomeadamente no cumprimento das metas e na existência ou não de medidas de austeridade nacionais passa a ser do PS, do BE, do PCP e do PEV", declarou Nuno Magalhães.

Pelo PSD, António Leitão Amaro congratulou-se com a aprovação de 140 propostas apresentadas pelo PSD, sublinhando que "a partir de hoje ninguém poderá dizer que o PSD não apresentou, não tem e não levou a votação as suas propostas".

Também ficou claro que o Governo não tem desculpa e tem as condições para fazer o seu caminho. Os partidos de esquerda decidiram apoiar este caminho", argumentou, defendendo que "é um caminho que os responsabiliza a todos: PS, PCP, BE e PEV".

"Mostraram hoje, PCP, BE, até PS, que engolem sapos, mas pelos vistos desta vez os sapos são doces", frisou.