Manipulação de dados relativos ao desemprego, omissão de futuras medidas de austeridade e propaganda com falsas previsões de crescimento foram as acusações feitas esta sexta-feira pelo secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, ao Governo.

«Quando o Governo revê em baixa as previsões para o desemprego não conta com o aumento da emigração, dos inativos e dos desempregados colocados em programas de estágios e formação», explicou o líder sindical à agência Lusa.

Foram hoje revistas as estimativas económicas para 2014. O Governo espera que o Produto Interno Bruto cresça 1,2% e que a taxa de desemprego fique nos 15,7% este ano. Os números anteriores mostravam um crescimento de 0,8% do PIB e de uma taxa de desemprego de 16,8%.

O sindicalista lembra que apenas 4 mil trabalhadores foram abrangidos pelos acordos de contratação coletiva, que possibilitam aumentos de salário, em janeiro. Acrescentou que existem 1 milhão e 400 mil desempregados e que dois terços não têm qualquer proteção social.

Acrescenta ainda que o Governo omitiu novas medidas de austeridade, como a aplicação de uma tabela salarial única aos funcionário da administração pública.

Esta sexta-feira foram apresentados os resultados da 11ª avaliação ao Programa de Assistência Económica e Financeira. A avaliação começou na quinta-feira da semana passada e terminou agora. Este é o penúltimo exame regular ao programa de resgate aplicado à economia portuguesa.