O novo presidente do Conselho Económico e Social (CES), Correia de Campos, disse esta quarta-feira que será, à frente do órgão, um "facilitador e gerador de consensos", procurando sempre "resultados que façam mover o país".

Falando na Assembleia da República, onde hoje tomou posse, Correia de Campos sinalizou que o presidente do CES "é o presidente de um conselho plural", que responde sempre perante os conselheiros que têm assento no órgão e "perante os que o elegeram", os deputados.

O papel do presidente, continuou o antigo ministro socialista, passa por, "na matéria económica e social e por maioria de razão na concertação", funcionar como um "facilitador e gerador de consensos e resultados que façam mover o país".

O CES, vincou Correia de Campos, tem "exercido e demonstrado a sua capacidade crítica das políticas económicas que por lei analisa e dos seus resultados", não se coibindo de "aconselhar os governos sobre esperanças e enganos" na sua atuação.

E concretizou, ainda sobre o papel do CES: "Constitui, pela sua composição e experiência acumulada, um recurso de inestimável valor para a análise do desempenho da economia e sobretudo para abrir o conhecimento do que se prospetiva, no difícil contexto de interdependências em que vivemos, dentro e fora da Europa".

Antes, o presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, elogiou Correia de Campos, homem de "inegável competência" e um "servidor público como há poucos".

Se agora teve o apoio de dois terços dos votos expressos em urna, estou certo que no final do mandato sairá com o apoio praticamente unânime dos deputados e parceiros sociais", realçou Ferro Rodrigues.

O CES, continuou Ferro Rodrigues, "é o palco por excelência do diálogo social", e hoje Portugal tem "vários desafios que se podem resumir numa palavra: qualificação. Qualificação das empresas, dos territórios", enumerou, antes de desejar "bom trabalho e boa sorte" ao novo presidente da entidade.

O antigo ministro socialista Correia de Campos foi eleito na semana passada para o cargo de presidente do CES, com 146 votos favoráveis entre os 219 deputados votantes, quando precisava de dois terços de aprovações.

Correia de Campos, que falhou uma primeira eleição para o cargo a 20 de julho, conseguiu agora assegurar o número mínimo de votos necessários - se tivesse obtido 145 votos, ou seja, menos um, teria voltado a não ser eleito.

O CES é um órgão de consulta e concertação no domínio da política económica e social do país.

No CES têm assento, por exemplo, o Governo e organizações representativas dos trabalhadores e dos patrões.